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Messenger no Ambiente de Trabalho

Leonardo Francisco Samá

Quem hoje não conhece ou já fez uso do Microsoft Messenger? O Messenger nasceu em julho de 1999 e, naquela época, concorria discretamente com outros produtos de mensagens instantâneas, porém em 2008 de acordo com o site idgnow, atingiu a incrível marca de 263 milhões de usuários em todo mundo onde o Brasil estava representado por uma fatia de 30,5 milhões de usuários. Atualmente pequenas e grandes Empresas fazem uso do Messenger para diminuir o custo com ligações de curta e longa distância e agilizar a comunicação entre seus setores com as mensagens eletrônicas, os chats e ainda tem a opção de chamada de vídeo.

Entretanto tem o lado ruim da história: a utilização inadequada do produto em horário de expediente. Com a evolução do próprio Messenger, que disponibilizou aos seus usuários acesso a opção de compartilhamento de músicas - poder ouvir rádio on-line - degradando o link da Empresa - os jogos, além dos famosos compartilhamentos de arquivos e de pastas virtuais que podem expor ao risco, os arquivos estratégicos organização, sem falar dos links que trafegam no corpo das mensagens como; "olha aqui nossa foto juntos", "veja o vídeo secreto do BBB" trazendo aplicativos maliciosos que se propagam como rastilho de pólvora entre os contatos do usuário disseminando vírus e deixando de cabelo em pé o pessoal da Informática. Como já comentou o famoso hacker Kevin Mitnick; o fator humano é o elo mais fraco da segurança, e por isso algumas Empresas adotaram medidas severas como aceitar somente a utilização de aplicativos compatíveis ao Microsoft Messenger, sendo estes servidores instalados dentro da estrutura e restringindo os contatos não credenciados à organização, mas com opção de adicioná-los. Há também aquelas que adotaram a polêmica política de monitoramento do conteúdo das mensagens trafegadas pelos seus usuários.

A verdade é que para o bom uso do software, e para segurança da organização e seus integrantes, essas medidas chegam como um desconforto à nossa liberdade, porém justificadamente necessário e devendo ser sempre de maneira ética.


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