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O marco inicial que encontramos sobre a inserção da categoria no movimento sindical foi por ocasião do VI Encontro Nacional de Associações de Técnicos Agrícolas, realizado em São Paulo, nos dias 20 e 21 de agosto de 1983. Na oportunidade iniciou-se um grande processo de discussão sobre os Técnicos Agrícolas e o Movimento Sindical.

Sob a coordenação da FENATA – Federação Nacional das Associações de Técnicos Agrícolas, grupos de trabalho foram criados por todo o Brasil para realizar estudos, a fim de viabilizar a organização sindical da categoria.

No Rio Grande do Sul foi adotada a mesma estratégia, ficando a cargo do 3º Núcleo Regional da ATARGS, sediado em ljuí, a tarefa de realizar um estudo profundo da questão sindical no Estado e sobre as possibilidades dos Técnicos Agrícolas em participar deste processo.

Em 02 de dezembro de 1984, a comissão pró-fundação da Associação Profissional dos Técnicos Agrícolas reuniu-se no retiro Medianeira, em Porto Alegre, com os Técnicos Agrícolas devidamente convocados para fundarem a APROTARGS – ASSOCIAÇÃO PROFISSIONAL DOS TÉCNICOS AGRÍCOLAS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, entidade pré-sindical* que, posteriormente, viria se tornar Sindicato. Seus objetivos fundamentais eram pleitear junto ao Ministério do Trabalho o enquadramento dos Técnicos Agrícolas como categoria profissional e, conseqüentemente, seu reconhecimento pelo Poder Público.

Para dar início às atividades da APROTARGS foi eleita a primeira diretoria, formada pelos colegas:

Presidente: Pércio Correa Gonçalves
Vice-presidente: Sadi Pereira
1º Secretário: Ubiratan Trindade
2º Secretário: Enio Maraschim
1º Tesoureiro: Pedro Pittol
2º Tesoureiro: Hilário Wasen
Suplentes: Dirceu José Boniatti, Tarcísio José Minetto, Astor Fell, Mário Limberger, Claudionir Luiz Garbin, Nelson Dalpiaz e Sergio Antonio Vieira.
Conselho Fiscal: Pedro Maboni, Hélio Francisco Guerra e Valdecir Lopes da Silva.
Suplentes: Edegar da Silva, Lirio Antonio Zarichta e Danilo Beno Sander.

Estes colegas foram escolhidos para tratar especificamente da questão sindical. Assim o fizeram, com um intenso programa de reuniões no interior do Estado, para informar e arregimentar forças para obter o enquadramento sindical da categoria. Sabia-se que outros Estados já contavam com entidades assemelhadas e com o mesmo objetivo, de um dia se transformarem em Sindicato. O exemplo mais marcante foi o Estado da Bahia, que há muito já vinha lutando pela organização sindical da categoria, só que isoladamente. Pois, em 05 de novembro de 1980, solicitou seu registro e reconhecimento junto ao Ministério do Trabalho, através do Processo nº 8.675/80, mas a Comissão de Enquadramento Sindical deste ministério mostrou-se inflexível, não reconhecendo os Técnicos Agrícolas como categoria profissional.

Entretanto, todas essas negativas não impediram o seu crescimento, que a cada dia contava com mais elementos associando-se ao movimento pró-sindicato. E com a solidificação deste movimento, a APROTARGS protocolou o pedido de registro da entidade no Ministério do Trabalho, que recebeu o número 271185, datado no dia 12 de setembro de 1985.

Em 06 de abril de 1986, durante o II Congresso Estadual dos Técnicos Agrícolas do Rio Grande do Sul, realizado em Tramandaí foi eleita a nova diretoria da APROTARGS.

Com nova diretoria, a APROTARGS prosseguiu sua caminhada em busca da inserção da categoria no movimento sindical. Mas, a morosidade e a burocracia do Ministério do Trabalho estava atrasando os trâmites desse processo. Fato este que levou a classe a deliberar pela criação do Sindicato à revelia da lei durante o I Congresso Nacional dos Técnicos Agrícolas, realizado em Belo Horizonte (MG), em junho de 1986.

Os Técnicos Agrícolas do Rio Grande do Sul, foram os primeiros no País a cumprir a resolução do Congresso Nacional da categoria. Conscientes do trabalho desempenhado junto à sociedade, os técnicos queriam ampliar as conquistas, e pela luta solidificarem os espaços junto a outras categorias profissionais. O grande salto, visando à criação do Sindicato, aconteceu no dia 25 de outubro de 1986, tendo como palco a cidade de Porto Alegre, mais precisamente, o auditório da Igreja Pompéia na Rua Barros Cassal, 220. Aproximadamente 1.220 profissionais se reuniram para fundar o “Sindicato de fato” à revelia da legislação, que se encontrava vigorando desde 1937, e em cujos textos os sindicatos eram inteiramente mantidos subordinados ao Estado através do Ministério do Trabalho e de suas delegacias regionais.

Estavam presentes, na assembléia de criação do Sindicato de fato, vários dirigentes de associações de Técnicos Agrícolas do Brasil, que vieram presenciar um dos momentos mais importantes para o sindicalismo brasileiro e já realizados por Técnicos Agrícolas no País.

Por unanimidade os Técnicos Agrícolas criaram o Sindicato de fato, por entenderem que era necessário mostrar à sociedade tal procedimento, pois criar sindicatos livres e independentes dos Governos era a grande aspiração do movimento sindical brasileiro. Uma enorme passeata, puxada pela diretoria eleita, percorreu as ruas Independência, Jerônimo Coelho, indo pela Andradas até a Esquina Democrática, no centro da cidade.

Realizada a passeata, todos os profissionais voltaram para o auditório, onde aprovaram os estatutos do Sindicato e elegeram a sua primeira diretoria. Por unanimidade, a plenária ratificou a diretoria da APROTARGS, para dirigi-lo.

O fato político estava consolidado e a pressão junto ao Ministro do Trabalho aumentou, em busca do reconhecimento da entidade.

No dia 21 de março de 1987, Mário Limberger vai a Brasília e tem audiência com o Ministro do Trabalho Dr. Almir Pazzianotto Pinto, onde entregou um dossiê ilustrado comunicando a criação do “ sindicato de fato”. Na mesma oportunidade aproveitou para solicitar que o Ministro agilizasse o seu processo.

Sensibilizado com a luta dos técnicos, o Ministro Almir Pazzianotto Pinto determinou à sua assessoria o máximo empenho na conclusão dos estudos do respectivo processo. No dia 16 de junho de 1987, os dirigentes do Sindicato recebiam das mãos do Delegado Regional do Trabalho, Dr. Vinicius Pitagoras, o Certificado de Registro da APROTARGS de número 892, atendendo a Portaria nº 3.156, de 3 de junho de 1987, do Ministério do Trabalho, que enquadrou a categoria dos Técnicos Agrícolas no 35º Grupo dos Profissionais Liberais.

A pressão, agora, baseava-se em pleitear o reconhecimento do Sindicato dos Técnicos Agrícolas pelo Ministério. Toda a categoria foi convocada para uma Assembléia Geral, que se realizou no dia 19 de setembro de 1987, nas dependências do auditório da Assembléia Legislativa em Porto Alegre – RS. Na oportunidade foi feita uma alteração estatutária para atender as disposições expressas na Consolidação das Leis do Trabalho e escolher a diretoria provisória.

Com o intuito de formalizar o processo sindical foram eleitos Dirceu José Boniatti, Presidente; Ubiratan Trindade, 1º vice-presidente; Pedro Pittol, 2º vice-presidente; Carlos Otávio de Souza Mattos, 1º Secretário; Moisés Giacomelli da Silva, 2º Secretário; Luis Antônio Marmitt, 1º Tesoureiro; e Neudi José Balancelli, 2º Tesoureiro. Para os demais cargos, foram eleitos representantes dos núcleos regionais da ATARGS. Em menos de dois meses após a realização da assembléia, o Técnico Agrícola Mário Limberger recebia em Brasília das próprias mãos do Ministro Almir Pazzianotto Pinto, no dia 11 de novembro de 1987, a definitiva e tão almejada Carta Sindical.

Restava agora para os Técnicos Agrícolas, a transformação do Sindicato de fato em Sindicato de direito. Uma reunião realizada com as principais lideranças, na sede da FENATA em Porto Alegre, apontou por consenso o nome do Técnico Agrícola Guebarte Eberhardt da Silva, para concorrer à presidência do SINTARGS.

Com o trabalho do assessor sindical Aparicio Cordeiro, foi iniciado o processo eleitoral, nos dias, 23, 24 e 25 de fevereiro de 1988 e realizou-se a eleição com chapa única, ficando assim constituída a primeira diretoria “legal” do Sindicato dos Técnicos Agrícolas do Estado do Rio Grande do Sul:

Presidente: Guebarte Eberhardt da Silva
Vice-presidente: Pedro Pittol
Carlos Otavio de Souza Mattos
Secretário: Luiz Roberto Dalpiaz Rech
2º Secretário: Carlos Dinarte Coelho
Tesoureiro: Neudi José Balancelli
2º Tesoureiro: Luis Antonio Marmitt
Suplentes: Sadi Pereira, Adalberto Pereira Gatto, Lirio Antônio Zarichta, Sérgio Favero, Alfredo Malta Pereira, José Roberto Camargo dos Reis e Silvério Brune.
Conselho Fiscal: Luiz Nelmo de Menezes Vargas, Danilo Rocha Leal e Rui Dalpiaz.
Suplentes: Atílio Pedro Lopes, Adão Vielmo e Luiz Strasburger Beskow.
Delegados Representantes: Mário Limberger e Dirceu Boniatti.
Suplentes: Waldemar Dornfelf e Ubiratan Trindade.

No dia da posse, realizada no dia 23 de abril de 1988 no auditório da Assembléia Legislativa, em Porto Alegre, durante uma Assembléia Geral da categoria, a nova diretoria já anunciou as reivindicações dos Técnicos Agrícolas junto às empresas. Na semana seguinte, o advogado do SINTARGS protocolou no Tribunal Regional do Trabalho, a primeira proposta de dissídio coletivo contra 188 empresas. Em 1989, novo dissídio era protocolado na Justiça, desta vez envolvendo quase trezentas empresas ligadas à área agrícola, solidificando a atuação do SINTARGS em defesa da categoria. Durante este período, o Sindicato dos Técnicos Agrícolas desenvolveu atividades extremamente importantes para a categoria, com a impressão e distribuição do receituário, por exemplo, que possibilitou aos profissionais sindicalizados emitirem receitas para a comercialização de agrotóxicos. O SINTARGS também participou na elaboração da lei que institui o Dia do Técnico Agrícola, de autoria do Deputado Mário Limberger, e a que cria os Conselhos Federal e Regionais de Técnicos Agrícolas, de autoria do Deputado Federal Nelson Jobim (RS).

Em 1991, Guebarte Eberhardt da Silva, foi novamente reconduzido à presidência do Sindicato, por mais um período de três anos. Nos dias 6 a 14 de março ocorreu a eleição, onde ressalta-se que 99,24% dos votos válidos foram auferidos à chapa eleita.

A posse ocorreu nas dependências do Hotel São Luiz, em Porto Alegre, no dia 13 de abril de 1991.

A Diretoria eleita no dia 11 de março de 1994, dirigir o Sindicato no período de três anos até março de 1997, era constituída por:

Presidente: Atílio Pedro Lopes
Vice-Presidente: Miguel Malta Pereira
Diretor Administrativo: Vitélio Lago
Diretor de Formação Sindical: Guebarte E. da Silva
Diretor de Esporte Cultura e Lazer: Air Nunes dos Santos
Diretor de Previdência e Saúde: Luiz Nelmo Menezes Vargas
Diretor de Imprensa e Divulgação: Luiz Roberto Dalpiaz Rech
Diretor de Finanças: Remo Pasqual Campagnolo
Suplentes: Antonio Cetolin, Oscar Fornari, Lírio Zarichta, Antonio Castoldi, Getúlio Lanes, Délcio Donato, Enio Tadeu Borba, Vito Antonio Cembranel e Alcione Fontana.
Conselho Fiscal: Ari Sebastião Streit, Antonio Hélvio Machado, Carlos Dinarte Coelho, Neudi José Balancelli e Jair Luiz Calai Bazzan.
Suplentes: Lúcia Maria Ratkiewicz, Jorge Luiz Cardoso, Eliziário Noé Boeira Toledo e José Carlos Maiato.
Delegados na FENATA: Mário Limberger e Rafael Waldir Martinello.

Período em que houve modernização do Sindicato. Foi adquirido veículo, computadores sendo que todos os procedimentos de estrutura e de administração das atividades sindicais e jurídicas passaram a ter enorme significado nos trabalhos do Sindicato.

A gestão Atílio Pedro Lopes de intenso próspero período administrativo logrou êxito numa segunda gestão compreendido pelo período de 1997 até 2000.
Desde 1988 o SINTARGS empreende lutas por melhores condições de trabalho e salários, tendo neste período de dois mandatos da gestão Atílio Pedro Lopes, aberto novas fronteiras de negociação em Dissídios e Convenções Coletivas.

Apoiado por todos os ex-presidentes e praticamente todas regionais e lideranças de todos as diretorias anteriores do Sindicato, em 10 de abril de 2000, é eleita a Nova Diretoria do SINTARGS, cuja tarefa maior, seria a de reestruturar o Sindicato, buscando dentro da logística da “Ação 2000” baseado em trabalho solidário, liberdade ideológica ampla e participação de todos na construção de um Sindicato melhor.