
Ano III - nº 14 - Setembro
/ Outubro / Novembro 2002
SINTARGS NA EXPOINTER 2002
| Casa
do Técnico Agrícola
será aberta ao
público |
Como
já vem acontecendo
há quatro anos,
o SINTARGS estará
de portas abertas
na Casa do Técnico
Agrícola, próxima
ao pavilhão
do Gado Leiteiro,
na Quadra 43 da Rua
nº 2, de 24 de
agosto a 2 de setembro,
durante a Expointer
2002.
|
Estão
sendo aguardados colegas
Técnicos Agrícolas
e agropecuários,
alunos de escolas técnicas,
professores e produtores
rurais. |
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OPINIÃO
Opinião,
Participação é
igual Resultado
Ao
saudar os meus caros colegas
quero dizer que me senti não
apenas desafiado a colaborar
concretamente com nosso jornal
Técnico Agrícola
mas, especialmente, me senti
convidado. Quero, por esta razão,
tentar cooperar, assim como
reforçar o convite do
colunista de OPINIÃO
da edição anterior,
para que mais colegas se manifestem
e contem o que estão
fazendo aí em seu grupo,
na sua região. Com certeza
é importante. Não
querendo comparar, mas já
comparando, sempre lembro daquele
dito popular que "se uma galinha
não canta ao pôr
um ovo, acaba virando galinhada"!
Pois é assim que eu vejo
que a participação
é algo inerente ao ser
humano e deve fazer parte do
dia a dia de todo o cidadão.
Quando falamos em participação,
estamos falando que o indivíduo
não deve abrir mão
de ser respeitado, ouvido e
levado em consideração.
Em se tratando de um movimento
sindical, isso não é
diferente. Em nossa entidade
de representação
profissional, o SINTARGS, você
é muito mais que um simples
associado sindicalizado; você
é um profissional consciente,
que tem opinião formada
e que exerce na sua plenitude
os seus deveres e direitos.
Uma entidade sindical tem o
compromisso de representar os
interesses de seus associados,
indistintamente. E representar
é executar as deliberações
dos conselhos consultivo e deliberativo
e, principalmente, as deliberações
da assembléia geral.
Dessa forma, é desnecessária
a pergunta: - o que esses `caras'
da diretoria estão fazendo
por nós? A resposta
todos já sabem: estão
lutando para cumprir as metas,
sim, as metas, pois as deliberações
passam a ser metas do SINTARGS.
Um sindicato moderno age dessa
forma, democrática e
transparente. Além disso,
não defende somente os
interesses da categoria nas
relações entre
patrões e empregados,
mas defende também espaços
para trabalho, está aí,
por exemplo, a Cooptec (Cooperativa
de Trabalho dos Técnicos
Agrícolas), e a
defesa dos espaços para
os colegas empreendedores que
atuam como profissionais liberais.
Se participar é inerente
ao ser humano, deve ser também
uma prática da entidade
representativa. Participamos
e, portanto, fomos representados
na IX Feira Estadual do Cooperativismo
e I Feira Nacional de Economia
Popular Solidária, o
maior evento do cooperativismo
no RS e no Brasil, realizado
nos dias 6 e 7 de julho, em
Santa Maria - RS, com a presença
de milhares de pessoas, inclusive,
visitantes vizinhos, argentinos
e uruguaios, além de
tantos outros. Estivemos presentes
na I Agroshow, em Nova Petrópolis
(RS), no final de junho. Estamos
aí, colegas! Cada dia
que passa, mais e mais necessário
se torna que estejamos de alguma
forma organizados. Neste sentido,
a nossa categoria é privilegiada
por ter essa forma maravilhosa
de organização
que é o SINTARGS. Por
isso, reiteramos o convite aos
colegas Técnicos Agrícolas
que ainda não fazem parte
desta nossa organização:
não percam mais tempo
seja cada um mais um cidadão
no exercício pleno da
cidadania, integrando-se ao
SINTARGS.
Técnico
Agrícola José
Valdetar da Silva Gomes
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Trabalho,
transparência e voluntariado
Das
grandes marcas de que o SINTARGS
pode se orgulhar em sua trajetória,
três merecem ser referenciadas:
trabalho, Transparência
e voluntariado. Em que pesem
as dificuldades inerentes ao
sindicalismo como um todo, o
trabalho conjunto da diretoria
executiva, do conselho deliberativo
e consultivo da entidade e,
cada vez mais, o engajamento
dos associados, nos tem garantido
inúmeras conquistas no
campo de lutas de nossa gloriosa
entidade o esforço e
a dedicação de
cada um nos tem permitido avançar.
Outra característica
muito autêntica deste
grupo de trabalho é o
da transparência. Significa
dizer o seguinte: tudo o que
é deliberado, antes passa
pela discussão mais ampla
possível, num processo
de construção
e concatenação
de idéias que depois
de discutidas são colocadas
em aprovação ou
não, para só depois
serem colocadas em execução.
Dessa transparência nós
não abrimos mão
trabalhamos em conjunto com
foco apenas na verdade. Por
último, é importante
deixar bem claro à categoria
dos Técnicos Agrícolas
que no nosso sindicato todos
os dirigentes da executiva e
do conselho deliberativo e consultivo
trabalham e se dedicam às
nossas causas voluntariamente,
ou seja, ninguém recebe
remuneração alguma,
ao contrário, além
do trabalho que lhe é
atribuído, como qualquer
associado, deve estar rigorosamente
em dia com as contribuições
sociais à entidade, dando
o exemplo aos demais. Portanto
meus colegas, continuem
de mãos dadas com sua
entidade, que é o SINTARGS,
a única representante
de direito. Só assim
poderemos servi-lo melhor e
continuar crescendo.
Air
Nunes dos Santos
Vice-presidente
Administrativo
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Cartas
De
Rita de C. Estevão
Imbuia
- SC
Gostaria
de parabenizar imensamente o
Sr. Helio pela matéria
"compromisso ético e
social", primeiramente pela
coragem de falar e fazer o que
muitos de nós nem queremos
ver, ouvir, falar... nem fazer,
pois no nosso mundo pequeno,
mesquinho e medíocre,
vivemos cada dia com mais ganância,
mastigando a própria
linguagem, remoendo e buscando
crescimento financeiro. Somos
uma multidão atrás
do que não é nosso.
Perdemos nosso presente, nossa
saúde, nossa inocência
de sermos humanos "apenas".
Eu vejo os homens de hoje como
robôs que têm na
cabeça um ship determinado
para ter lucro. A máquina
funciona desta forma: cidadania
sem lucro = não funcionamento.
E por aí afora. Assim,
em todas as áreas, me
assusta saber que o natural
já está escasso
e que tudo está se tornando
uma mentira. Até quando
e até onde iremos desta
forma? Se torna cômico
quando as pessoas ainda de cara
lavada falam: "Bem, eu vendo
o produto. Sendo assim, a minha
parte eu já fiz." Que
hipocrisia! Continuem fazendo
o jornal Técnico Agrícola
com coragem, amigos aí
do Rio Grande. Nem tudo está
perdido.
Do
Técnico em Agropecuária
Cesar Ribeiro de Mattos
IBIAÇÁ
- RS
É
com grande alegria que venho
através do nosso jornal
falar aos demais colegas sobre
o meu orgulho de ser um técnico
em agropecuária, e ainda
comentar sobre uma experiência
vivida desde minha colação
de grau, em 1998, até
os dias de hoje. Após
formado e com estágio
concluído, decidi trabalhar
em função da pecuária
leiteira, não como opção,
mas, por prazer! Neste período
de tempo, conheci o médico
veterinário Dr. Eduardo
Berton de Oliveira, que desenvolvia
um trabalho sobre homeopatia
em animais, com produtores de
leite da Coolati - Cooperativa
de Laticínios Ibiaçaense
Ltda. Foi onde então
passamos a trabalhar com o uso
desta alternativa em bovinos
de leite, obtendo excelente
sucesso. Saliento que trabalhamos,
inicialmente, com dois produtos,
um para mastite e outro para
bernes, carrapatos, vermes e
moscas do chifre O uso destes
produtos dispensa antibióticos
e leite no "ralo", pois o produto
é natural e os resultados
são satisfatórios.
Resumindo, contamos hoje com
uma linha mais completa destes
medicamentos, tais como produtos
para cio, casco, verrugas, enfim,
estamos progredindo cada vez
mais. Sobretudo, e com este
propósito, surgiu a necessidade
de nos entrosarmos mais para
a execução do
programa de qualidade do leite.
Foi quando fundamos a Vetec,
oriunda da união de um
Veterinário e um Técnico
Agrícola. Através
desta união estamos hoje
buscando formas de trabalho
neste sentido, afim de reduzir
custos e o uso intensivo de
antibióticos.
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SINDICALISMO
Conselho
Deliberativo do SINTARGS decide
rumos
Entre
várias decisões,
o Conselho Deliberativo
do SINTARGS referendou candidatos
|
O
conselho deliberativo do SINTARGS
se reuniu no dia 3 de agosto
nas dependências da Associação
dos Funcionários da Secretaria
da Agricultura, em Porto Alegre.
Dirigentes representando todas
as regionais do sindicato debateram
inúmeros temas relacionados
à categoria, com ênfase
para a elaboração
da pauta de reivindicações
para o ano referente às
negociações coletivas
para as empresas públicas
e privadas. A pauta da reunião,
que durou um dia, serviu para
sinalizar o direcionamento da
categoria em relação
a alguns temas relevantes e
até polêmicos,
como a criação
do Conselho de Fiscalização
Profissional dos Técnicos
Agrícolas;plano de cargos
e salários da Emater-RS,
eleição da ASAE,
Posição do SINTARGS
em relação a uma
rifa que está sendo vendida
pela Associação
dos Técnicos Agrícolas
e a indicação
de voto aos candidatos a deputado
estadual e Federal. Leia a seguir
as principais decisões
do conselho da entidade.
Principais
decisões
Conselho
de Fiscalização
Profissional dos Técnicos
Agrícolas
O
PL de nº 1.737/99, que
cria o Conselho de Fiscalização
Profissional dos Técnicos
Agrícolas, tem apoio
do SINTARGS para que seja sancionado
pelo presidente da República.
A categoria decidiu que fará
várias ações
em apoio ao projeto.
Pauta
de reivindicações
para 2002, referente às
negociações coletivas
para as empresas públicas
e privadas.
O SINTARGS apresentou uma pauta
mínima para ser discutida.Todos
se manifestaram pela aprovação
da pauta apresentada, com exceção
dos Técnicos Agrícolas
que trabalham em cooperativas,
que solicitaram o enxugamento
da pauta para ser apresentada,
preferencialmente, à
Ocergs.
Também
foi aprovada a autorização
para a diretoria do SINTARGS
iniciar e realizar as
negociações com
as empresas e sindicatos patronais.
Plano
de Cargos e Salários
da Emater - PCS
A
categoria decidiu aumentar a
pressão para a implantação
do PCS e transparência
nas promoções,
junto à direção
da empresa. O SINTARGS se manifestará
favoravelmente pela imediata
implantação, nos
termos apresentados na Comissão
Paritária, e verificar
quantos técnicos foram
contratados e porque alguns
perderam a chefia para outro
colega de nível superior,
recém contratado. O conselho
aprovou também a proposta
para que o SINTARGS envie manifestação
de apoio à direção
da Emater, junto ao governo
federal, em relação
à liberação
de recursos para a extensão
rural.
Rifa
A
"rifa", supostamente promovida
pela ATARGS sob a pretensão
de que há dívida
do sindicato junto a advogados
na defesa do Receituário
Agrícola, foi vista com
preocupação pelo
sonselho do SINTARGS. Por unanimidade,
foi decidido fazer um esclarecimento
geral sobre o não envolvimento
do Sindicato na organização,
distribuição e
venda da rifa. Esclarecendo
também que o sindicato
não aceitará participar
do recolhimento e venda da rifa
por entender que a mesma não
tem legalidade, podendo advir
em grande problema judicial.
De igual forma, o SINTARGS não
foi comunicado e nem consultado
sobre esta rifa e não
tem dívida alguma sobre
qualquer tipo de ação
ou outra situação
qualquer, estando rigorosamente
em dia com seus compromissos.
Apoio
do SINTARGS para candidatos
nas eleições 2002
Seguindo
orientação dos
associados que militam em diferentes
partidos políticos e
preocupados em eleger políticos
comprometidos com a causa da
categoria, as regionais
do SINTARGS enviaram várias
sugestões de nomes. A
conselho analisou todas e indicações
e ratificou os seguintes nomes:
deputados estaduais: Técnico
Agrícola Giovani Cherini,
Técnico Agrícola
Antonio Fachinelli, Técnico
Agrícola Ervino Deon,
Técnico Agrícola
Iradir Pietroski, Elvino Bohn
Gass, Heitor Schuch, Lurdes
Dresch, Técnico Agrícola
Júnior Piaia, Elecy Rodrigues
de Freitas e Alceu Moreira.
Deputados Federais: Nelson Proença,
Adão Pretto, Francisco
Turra e Eliseu Padilha. Também
ficou estabelecido que os técnicos
farão as recomendações
de voto à medida que
os candidatos formalizarem os
compromissos junto à
categoria. Os candidatos aprovados
tiveram seus nomes e propostas
divulgadas no Jornal do Técnico
Agrícola.
Foto
memória
I
Encontro Estadual dos Técnicos
Agrícolas das Cooperativas,
ocorrido no ano de 1987, em
Porto Alegre. Na foto, (esq
p/ dir.) Rui Polidoro Pinto,
Bruno Wayhs (ná época,
vice-presidente da Ocergs),
Pedro Pitol e Carlos Dinarte
Coelho, idealizador do evento
e atual presidente do SINTARGS.
Revise
seus arquivos. Caso você
possua uma foto antiga que merece
ser mostrada, por favor envie
para o Jornal do Técnico
Agrícola, para que publiquemos
neste espaço.
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INTERSINDICAL
O
diretor do Sindicato dos Técnicos
Agrícolas tem apoio de
todos os sindicatos que compõe
ao Intersindical. Eleição
deve ocorrer neste mês.
Após
quatro anos de mandato do médico
veterinário José
Pedro Soares Martins e de acordo
com o estatuto social da Federação
Intersindical dos Profissionais
Universitários e de Nível
Médio no Estado do Rio
Grande do Sul intersindical,
no dia 26 de agosto realizar-se-á
eleição para renovação
da sua diretoria. A Intersindical
é uma federação
que tem como objetivos: representar
e defender os interesses
individuais e coletivos dos
profissionais universitários
e de nível médio
que compõem os sindicatos
filiados (administradores, advogados,
biólogos, Contabilistas,
engenheiros, Economistas, nutricionistas,
Farmacêuticos, médicos,
médicos veterinários,
Técnicos Agrícolas,
técnicos industriais
e zootecnistas. A Federação
Intersindical não concorre
com as federações
de cada entidade sindical, ao
contrário, promove a
integração entre
os sindicatos profissionais
para em conjunto representar
os profissionais. Por maioria
absoluta das entidades sindicais
associadas foi indicado para
assumir a presidência
para o biênio 2002/2004,
o Vice-Presidente, do SINTARGS,
o Técnico Agrícola
Air Nunes dos Santos.
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Encontro
Estadual do Ensino Técnico
Coelho
participou do evento e apresentou
o livro Técnico Agrícola,
Legislação
Profissional |
O
Presidente do SINTARGS, Carlos
Dinarte Coelho, atuou como debatedor
no Painel "O ensino agrícola
no Brasil", tendo como painelistas
Ernani A. Brescianini, de São
Paulo, Marcos N. Monteiro, do
Paraná, e Gabriel Grabowski,
da SUEPRO, do Rio Grande do
Sul, durante Encontro Estadual
dos Professores do Ensino Técnico,
ocorrido de 24 a 27 de
junho em Imbé. Despertou
curiosidade alguns fatos curiosos
revelados no evento, como o
caso do Paraná,
que reduziu o número
de escolas técnicas agrícolas
de 14 para apenas 10, e que
no Rio Grande do Sul as escolas
estão sofrendo graves
atrasos. No entanto, no Estado
de São Paulo existem
34 escolas funcionando com projetos
para aumentar este número.
O encontro foi uma promoção
da AGPTEA - Associação
Gaúcha de Professores
Técnicos do Ensino Agrícola.
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SINTARGS
defende derrubada do veto ao
PL do Cooperativismo
O
presidente do SINTARGS, Carlos
Coelho, defendeu a derrubada
do veto do governo ao Projeto
de Lei de autoria do Deputado
Giovani Cherini, que cria a
Política Estadual do
Cooperativismo. Depois de ser
votado e aprovado pela Assembléia
Legislativa, inclusive pelos
votos da bancada governista,
o governador Olívio Dutra
vetou totalmente o projeto.
Em reunião realizada
pela Comissão Especial
do Cooperativismo, no dia
13 de agosto, na Assembléia
Legislativa, todos os segmentos
do cooperativismo decidiram
pela derrubada do veto. O presidente
do SINTARGS, que também
preside a Cooptec (Cooperativas
dos Técnicos Agrícolas),
afirmou a necessidade da derrubada
do veto. "O Rio Grande do Sul
pode ser o primeiro estado brasileiro
a ter uma política para
o cooperativismo", defendeu
Coelho. O representante da Organização
das Cooperativas do Estado (Ocergs),
Cleberton Ferreira, afirmou
que o projeto atende aos interesses
de mais de dois milhões
de gaúchos que fazem
parte das comunidades nas quais
as cooperativas estão
inseridas e lamentou o veto
do governo. O deputado Ronaldo
Zulke (PT), representando a
bancada governista na audiência,
esclareceu que o Executivo encaminhou
um projeto de lei que prevê
políticas para o cooperativismo.
O parlamentar destacou que a
comissão é o espaço
adequado para se discutir as
divergências. "Temos que
fazer um esforço para
chegarmos a um acordo que contemple
as partes envolvidas", enfatizou
o deputado.
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Entrevista
O
casal do leite
Técnicos
Agrícolas apostam na
produção de leite
É
com profissionalismo que os
jovens Joana Kreisig e Gerson
Neumann, de Linha Imperial -
Nova Petrópolis - RS,
encaram a sua opção
de vida. Em 1988, formaram-se
Técnicos em Agropecuária
pela Escola Técnica Cenecista
Bom Pastor, da Linha Brasil.
Gerson completou seus estudos
através de um estágio
de 28 meses na Alemanha, entre
1990/92. Hoje eles têm
um rebanho altamente qualificado
em termos genéticos,
65 vacas, das quais ordenham
uma média de 26 litros/dia/ano.
Gerson
e Joana, como vocês chegaram
à idéia de entrar
nesta atividade?
R - Ah, isso
era a nossa turma de bailes.
A gente não sabia o que
ia fazer da vida e estava na
hora de a gente "falar sério".
Analisa daqui, vê as coisas
dali e vendo que o setor de
produção leiteira
era uma atividade da qual a
gente entendia e que nos garantiria,
assim como um emprego numa firma,
um ganho mensal, para não
dizer diário. Resolvemos
apostar na atividade - diz a
Joana. Nós éramos
quatro rapazes, dos quais apenas
um não era técnico,
e uma moça, a Joana,
comenta o Gerson. Além
de nós dois, continua
a Joana, havia ainda o Ari Arsênio
Boelter, o Marcelo Hillebrand
e o Luciano Meinertz, todos
com estágio na Alemanha.
Fizemos uma viagem de estudos
para ver em outros lugares como
funcionam os tais condomínios
rurais. Voltamos bem animados.
Nós mesmos elaboramos
o projeto que levamos para a
Secretaria da Agricultura do
Estado e, com o apoio da Emater,
nos candidatamos a uma verba
do FEAPER - Fundo Estadual de
Apoio aos Pequenos Estabelecimentos
Rurais.
TA
- Qual era o valor do projeto
e as condições
de financiamento?
R
- O projeto era de
R$ 90.000,00, com dois anos
de carência mais seis
anos, com juros de 3% ao ano.
A dívida foi imediatamente
convertida em produto, para
ser paga com X sacos de milho.
TA
- Vocês formaram, então,
uma sociedade, um condomínio.
Foi isso?
R
- Exatamente. Criamos
a Associação dos
Produtores de Leite *(ASPROL)
e todo o projeto foi financiado
para a nossa associação.
Só que, aos 16 meses,
já começaram a
vir as primeiras cobranças,
seis meses antes de vencer a
carência. Mas isso a gente
agüentou. O mais difícil
foi
manter
a sociedade, que é sempre
uma dificuldade, diz a Joana.
Alguns entraram no negócio
esperando lucro imediato. Aos
quatro anos de atividades, as
dificuldades aumentaram, e aí
saíram, o Ari e o Marcelo.
O Luciano continuou por mais
dois anos. Sobramos nós
dois, eu e o Gerson.
TA
- Pois é, e como o Gerson
e a Joana já se conheciam
desde o tempo de escola agrícola,
resolveram casar, em novembro
de 2000. E isso resolveu as
dificuldades de vocês?
R
- Olha, parece que
a gente está conduzindo
bem a atividade temos boa rentabilidade,
mesmo que com um fornecimento
de ração para
o seguinte, como você
viu hoje, o preço subiu
de R$ 27,50 para R$ 33,00 e
o leite não subiu nenhum
centavo a mais.
TA
- Vocês criam estas 65
vacas em cima de 1 hectare de
terra, pelo sistema confinado.
Como vocês conseguem a
garantia de alimentação?
R
- Nas terras do pai
do Gerson nós plantamos
6 ha de milho, azevém
e aveia para silagem e, nas
terras de meus pais plantamos
mais 7 ha responde a Joana.
E adubo é o que não
falta - o esterco das próprias
vacas. Fazem já 3 anos
que nós não compramos
mais adubos químicos,
apenas um pouco de sulfato de
amônia, para cobertura.
E nós fazemos plantio
direto. Olha cara, dá
gosto de ver as minhocas pulando
enquanto a gente planta, diz
Gerson. Bem, e assim a nossa
silagem é de um custo
menor do que a de quem planta
só com adubos químicos.
TA
- Para onde vai todo este leite
e como ele é pago para
vocês?
R
- Nós somos
associados da Piá, que
é a nossa cooperativa,
e no Sicredi, que é o
nosso banco cooperativo, através
do qual recebemos o pagamento.
TA
- Então, para vocês,
o cooperativismo é a
solução?
R
- Se os produtores,
os pequenos agricultores, não
se associarem e se tornarem
donos da sua produção,
não tem jeito, a gente
quebra. É preciso agregar
valores na produção.
TA
- Muito bem! E o que acontece
com os terneiros, machos e fêmeas?
R
- Os machos tomam o
leite colostral e logo em seguida
são repassados para quem
os queira criar. As fêmeas
servem para a ampliação
do rebanho e para a substituição
de vacas que vão ser
descartadas diz Gerson.
TA
-Vocês tem todo equipamento
para fazer silagem. Estas máquinas
não têm capacidade
ociosa?
R
- Não, porque
eu ainda presto serviços
para terceiros com o trator
e estas máquinas. Com
isso a gente consegue aliviar
os custos de manutenção.
TA
- Para concluir, Joana e Gerson,
qual é o conselho que
vocês têm para os
nossos colegas que ainda querem
começar uma atividade
por conta própria, serem
empreendedores em vez de empregados,
no caso a produção
leiteira?
R
- Nós compramos
vacas já em lactação.
Se nós fôssemos
começar de novo, a gente
só compraria terneirinhas
de até três meses
de idade. Tudo custaria menos
e a gente não se sentiria
tão atropelado, diz Gerson,
enquanto Joana conclui: nada
na vida se consegue sem muita
luta e persistência, além
do que, a gente tem que gostar
do que faz para fazer bem feito
e não querer cair fora
diante das dificuldades. Elas
sempre existirão, mas
devem ser vistas apenas como
desafios a nossa capacidade
(Texto
de Helio L. Musskopf)
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Instituições
que Aniversariam
Estão
de aniversário as escolas:
Técnica Cenecista Bom
Pastor, Escola Técnica
Estadual Cruzeiro do Sul e Escola
Agrotécnica Federal de
São Vicente do Sul. O
SINTARGS parabeniza as escolas
de Nova Petrópolis, São
Luiz Gonzaga e São Vicente
do Sul, respectivamente, comemorando
mais um ano de fundação
nos dias 15.09, 18.09 e 17.11
deste ano, nas pessoas de sua
diretora Ladi Senger, diretores
Ademar de Souza Mendes e Paulo
Roberto Deon.
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Fepagro
x SINTARGS
Mais
uma vez os Técnicos Agrícolas
foram discriminados pelo governo
estadual. A Fundação
Estadual de Pesquisa Agropecuária
(Fepagro) realizou concurso
público para contratação
de novos servidores, dentre
os quais Técnicos Agrícolas,
para atuarem nas estações
experimentais, possivelmente
a área mais necessitada
de pessoal, mas não chamou
nenhum deles para assumir seus
cargos. A presidência
da Fepagro, que se diz Técnico
Agrícola e engenheiro
agrônomo pensa que engana
a categoria, mas seus atos comprovam
suas verdadeiras intenções.
Enquanto isto, as estações
experimentais continuam sem
trabalhadores, sem servidores
de apoio, sem trabalhos de pesquisa
e com baixo índice de
produtividade. Até quando?
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GERAL
Convenções
Coletivas de Trabalho
Aquela
que pode ser a maior negociação
coletiva de trabalho de todos
os tempos dos Técnicos
Agrícolas, teve sua arrancada
na assembléia-geral da
categoria, ocorrida no dia 3
de agosto de 2002. A categoria
definiu as bases que deverão
compor as reivindicações
da categoria por melhorias salariais
e de condições
de trabalho.
Quem será beneficiado:
Todos
os Técnicos Agrícolas
que trabalham nas empresas ligadas
ou vinculadas ao Estado. São
elas: Ascar/Emater, Febem, FGTAS,
FZB, FDRH, Fundação
São Pedro, FADERS, Cientec,
Fepam, Fapergs. Todos os Técnicos
Agrícolas que trabalham
no IRGA, Cesa, Fepagro. Nas
cooperativas agrícolas
do Estado:
Todos
os Técnicos Agrícolas
que trabalham em empresas avícolas,
auinícolas, e aviação
agrícola, de representação
Comercial agropecuária,
de laticínios e do setor
vinícola. Todos os Técnicos
Agrícolas que trabalham
nas prefeituras municipais.
Como
viablizar:
Através
do chamamento à negociação
pelo instrumento legal da Convenção
Coletiva de Trabalho, assim,
todas as entidades patronais
que representam as empresas
que empregam os Técnicos
Agrícolas serão
convocadas perante as delegacias
de Trabalho competentes para
se pronunciarem sobre as propostas
de negociação.
Entidades de peso serão
convocadas, tais como Ocergs,
Famurs, governo do Estado e
todas as federações
dos setores produtivos
do Estado.
Principais
pontos da pauta:
Reajuste
da massa salarial; salário
normativo da categoria; jornada
de trabalho; série de
benefícios sociais; plano
de carreira; segurança
e medicina do trabalho; cláusulas
exclusivas de proteção
e incentivo tecnológico.
Mais do que nunca o SINTARGS
precisa do apoio e da mobilização
dos colegas para que possam
alcançar os maiores avanços
em termos de negociação
coletiva. O sindicato está
atento, trabalhando e cheio
de otimismo nos objetivos que
buscamos.
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SINTARGS
participa de Encontro de Cooperativismo
Alternativo

O
SINTARGS particpou com estande
próprio.
Representantes
do Cooperativismo Alternativo
do RS e do Brasil, representando
300 empreendimentos solidários
de 108 municípios dos
Estados de S. Paulo, R. de Janeiro,
S. Catarina, Paraná,
M. Gerais, M. G. do Sul e R.
G. do Sul e dos países
Uruguai, Argentina, Perú,
Chile, México, E. Unidos
(Califórnia) e do Brasil,
estiveram reunidos em Santa
Maria, nos dias 6 e 7 de julho,
onde anunciaram que o Cooperativismo
autogestionário é
possível, evidenciado
pela participação
de centenas de experiências
de geração de
trabalho e renda, espalhadas
pelo Brasil e América
Latina. Experiências apresentadas
em S. Maria apontam para um
novo modelo econômico,
cooperativado e autogestionário,
que valoriza o ser humano acima
do capital. As novas relações
fundamentadas na produção
coletiva, na comercialização
direta e na Justa distribuição
dos resultados são construídas
por homens e mulheres, tornando-se
Novos Sujeitos no pleno exercício
da cidadania. O SINTARGS participou
do evento com um estande próprio.
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MANIFESTOS
Sindicato
dos Técnicos Agrícolas
de Nível Médio
do Estado do Rio Grande do Sul
O
SINDICATO DOS Técnicos
Agrícolas DO ESTADO DO
RIO GRANDE DO SUL-SINTARGS,
em Assembléia-Geral do
seu Conselho Deliberativo e
Consultivo, realizada no dia
3 de agosto de 2002, em Porto
Alegre/RS, deliberou por manifestar
sua inconformidade com o descaso
com que a diretoria da EMATER-RS
vem sistematicamente ignorando
as correspondências deste
Sindicato no tocante às
reivindicações
da categoria. Não formalizar
suas respostas às correspondências
nos leva a crer que a transparência
nas ações desta
diretoria é somente discurso.
Temos a convicção
de que a interrupção
unilateral do Plano de Cargos
e Salários sem uma justificativa
plausível, já
quase chegando à sua
conclusão, nos leva a
acreditar que não há
vontade política em sua
implantação. Foram
várias manifestações
deste Sindicato na busca de
esclarecimento e posição
da diretoria da EMATER-RS, sem
nenhuma formalização
de resposta. Até quando
os funcionários da EMATER-RS
ficarão na escuridão
do silêncio dos seus dirigentes?
Na esperança de uma resposta
que atenda os anseios dos Técnicos
Agrícolas, ainda e por
derradeiro, estamos aguardando
Porto
Alegre, 3 de agosto de 2002
Téc.
Agrícola Carlos
Dinarte Coelho
Presidente
Sindicato
dos Técnicos Agrícolas
de Nível Médio
do Estado do Rio Grande do Sul
O
SINDICATO DOS Técnicos
Agrícolas DO ESTADO DO
RIO GRANDE DO SUL _ SINTARGS
em Assembléia-Geral do
seu Conselho Deliberativo e
Consultivo, realizada no dia
3 de agosto de 2002, em Porto
Alegre/RS, deliberou por manifestar
seu apoio à diretoria
da ASSOCIAÇÃO
BRASILEIRA DAS ENTIDADES ESTADUAIS
DE ASSISTÊNCIA TÉCNICA
E EXTENSÃO RURAL - ASBRAER
e da EMATER-RS na luta por recursos
junto ao governo federal para
assistir aos produtores rurais,
suas propriedades e suas famílias,
nos seguintes termos: R$ 7,50
por declaração
de aptidão; prorrogação
das declarações
emitidas em 2001 e 2002; R$
70,00 por projeto de crédito,
sendo R$ 30,00 sob responsabilidade
do Ministério do Desenvolvimento
Agrário; manutenção
da remuneração
do PRONAF A no valor de R$ 1.000,00
por família ou equivalente
a 7,7% do contrato para os primeiros
três anos; repasse imediato
dos recursos de capacitação
de 2002 via ASBRAER.
Porto
Alegre, 3 de agosto de 2002
Téc.
Agrícola Carlos
Dinarte Coelho
Presidente
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Cooperativismo
SINTARGS
em Lagoa Vermelha
O
diretor do SINTARGS, Hélio
Musskopf, visitou a Escola Técnica
Agrícola Desidério
Finamor, no mês de julho,
de Lagoa Vermelha, onde ministrou
o curso de cooperativismo para
alunos, professores e funcionários.
Agora, os alunos tomaram a iniciativa
de criar sua Cooperativa escolar
de Alunos. Para isso contam
com o total apoio da direção
da Escola, nas pessoas de seu
diretor Lóris Alberto
Biavati e da vice-diretora,
professora Vera Maria Britz,
além do apoio jurídico
do advogado Dr. Adroaldo Paim
de Mesquita. Esperamos que o
sucesso nas atividades desta
mais nova cooperativa de alunos
motive e conquiste o apoio e
a solidariedade dos demais professores
e funcionários, enfim,
de todos aqueles que, lá
no seu íntimo sabem que
sozinhos, não chegamos
a lugar algum. Para uma vontade
firme não haverão
obstáculos insuperáveis.
Parabéns aos pioneiros,
aos que acreditam e agem.
Hélio
Musskopf representou o SINTARGS |
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Cursos
Curso
de cooperativismo
Atendendo
ao convite da Cooperativa de
Laticínios Ibiaçaense
Ltda. - COOLATI, o Técnico
Agrícola Hélio
Musskopf, diretor de Coo-perativismo
do SINTARGS, ministrou um Curso
deCooperativismo na primeira
semana de agosto para um grupo
de 45 associados e que estão
se preparando para assumir cargos
administrativos na COOLATI.
De parabéns está
a atual administração,
por, investir de fato em seu
quadro social. Tantas cooperativas
têm sido criadas sem um
ideal, sem apontar um rumo,
sem um verdadeiro espírito
cooperativista, razão
pela qual o sistema está
tão desacreditado em
tantos lugares, tantos associados
não têm clara consciência
de que esta é a sua empresa.
Só com investimento permanente
na área de educação
esta situação
pode mudar, para o bem de tantos
produtores e trabalhadores.
"Os irmãos sejam unidos,
esta é a lei que sempre
vigora; tenham hora após
hora, união de sangue
e idéias, pois, se irmão
com irmão peleia, lhes
devoram os de fora." (Martin
Fierro).
45
associados da COOLATI fizeram
o curso de cooperativismo |
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Sindicalismo
SINTARGS
em Brasília
CONFEA
Os
dirigentes do sindicato Carlos
Coelho e Air Nunes estiveram
em Brasília, em audiência
com o presidente em exercício
do CONFEA, engenheiro Jaceguái
Barros. para tratar de convênio
entre as entidades visando novos
cursos de aperfeiçoamento
para a categoria dos Técnicos
Agrícolas e Industriais.
Jaceguái
afirmou que as relações
com os profissionais de nível
técnico estão
em constante evolução.
Em anos passados não
era possível manter entendimentos,
pois as lideranças das
categorias estimulavam a discórdia.
Nos
dias de hoje é impossível
aceitar que a sociedade possa
ter bons serviços sem
a presença dos técnicos
e dos engenheiros. E, mesmo
com diferenças, é
obrigação do sistema
CONFEA/CREAS oferecer aos técnicos
o mesmo tratamento, direitos
e obrigações dispensados
aos demais profissionais.
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CNPL
O
vice-presidente do SINTARGS
Air Nunes participou dia 28
de julho, da Assembléia-Geral
da Confederação
Nacional dos Profissionais Liberais,
em Brasília, quando foi
apresentado o balanço
social da confederação,
com grande ênfase para
as ações junto
às entidades dos profissionais
liberais.
Os
Técnicos Agrícolas
são enquadrados junto
ao Ministério do Trabalho
como profissionais liberais,
e assim, assumem perante aos
tomadores de serviços
a responsabilidade técnica
exclusiva por suas ações
profissionais. Também
esteve em audiência com
o presidente da CNPL o dentista
Luis Gallo (gaúcho) tratando
dos projetos de lei que estão
tramitando no Congresso Nacional
que se referem aos profissionais
liberais. Para Luis Gallo, mesmo
a Federação Nacional
dos Técnicos Agrícolas
(FENATA) não sendo mais
filiada da CNPL, isto não
pode interromper a participação
dos Técnicos Agrícolas
nas lutas conjuntas dos profissionais
liberais.
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Congresso
Nacional
Os
dirigentes do SINTARGS, Carlos
Coelho e Air Nunes, estiveram
em Brasília para acompanhar
a tramitação do
projeto de lei que trata da
criação do conselho
de fiscalização
profissional dos Técnicos
Agrícolas. Em visitas
aos parlamentares ficou evidente
a grandeza e a importância
da categoria dos Técnicos
Agrícolas no Brasil.
No Congresso Nacional existem
mais de duas dezenas de projetos
de lei para criação
de novos conselhos de fiscalização
profissional, a exemplo dos
técnicos industriais,
parceiros dos Técnicos
Agrícolas desde a criação
das profissões, através
da Lei 5.524/68. Nossa luta
é muito mais do que ter
um conselho; é ter o
reconhecimento legal da profissão,
sem discriminação
e em cumprimento da Constituição
Nacional.
SAA
x SINTARGS
A
Secretaria da Agricultura do
Estado do Rio Grande do Sul,
através da sua assessoria
jurídica, continua discriminando
os Técnicos Agrícolas.
Em processo de liberação
do dirigente do SINTARGS Dirceu
José Boniatti; se manifestou
contra por entender que nosso
Sindicato é diferente
dos demais contrariando a legislação
estadual. Esta é mais,
uma discriminação
do atual governo contra os Técnicos
Agrícolas, pois em outros
processos já manifestou
sua vontade de impedir a contratação
de técnicos por concurso
ou mesmo através de contrato
emergencial. Neste ato claro
de discriminação
contra o Sindicato em liberar
o colega Boniatti para desenvolver
os trabalhos de coordenação
legislativa e jurídica
do SINTARGS, fica evidenciada
a perseguição,
pois para outros sindicatos
semelhantes outros servidores
estão liberados. Para
um governo dos trabalhadores
isto é a negação
do discurso da igualdade e da
não perseguição
política pelo poder público.
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Banco
da Terra
Técnicos
Agrícolas nos assentamentos
A
Comissão de Agricultura
e Política Rural aprovou,
com o voto contrário
da bancada do PT, projeto de
lei complementar (PLP nº
56, de 1999) que altera a lei
que instituiu o Banco da Terra
(Lei Complementar nº 93/98),
para incluir entre os beneficiários
desse instrumento de "reforma
agrária de mercado",
os técnicos de nível
médio e superior nas
áreas de ciências
agrárias. A iniciativa
em tela definida através
do programa denominado "Jovens
Profissionais do Campo", o qual,
formalmente, através
do concurso dos citados profissionais,
objetiva dotar os projetos de
assentamentos de serviços
permanentes de assistência
técnica e extensão
rural. A medida parte do suposto
de que a presença na
estrutura produtiva dos assentados
de profissionais teoricamente
mais qualificados para o emprego
de tecnologias modernas de produção
funciona como efeito-demonstração
aos assentados e, assim, impondo
a massificação
dessas técnicas entre
esses trabalhadores, fato que,
por via de consequência,
resultaria no incremento dos
níveis da produtividade
e da renda agrícola.
Pelo programa, os profissionais
assentados, além do acesso
aos lotes de terra e a todos
os benefícios a que têm
direito os trabalhadores rurais
beneficiários do programa
de reforma agrária (inclusive
o acesso ao Pronaf A), serão
contratados pelas associações
representativas dos assentados
para prestarem serviços
de assistência técnica
aos assentados, fazendo jus
à contrapartida pecuniária
em valor/mês /família
a ser definido pelo Incra. Os
contratos de prestação
dos serviços terão
duração máxima
de três anos, sendo que
o Incra desenvolverá
programa de capacitação
e nivelamento dos técnicos
participantes através
de parcerias com órgãos
e entidades públicas
e instituições
privadas. Para a contextualização
política da medida, vale
destacar que, há bastante
tempo, iniciativas dessa natureza
vêm sendo tentadas através
de projetos de lei de autoria
de parlamentares da bancada
ruralista do Congresso vinculados,
especialmente, às
categorias dos agrônomos
e dos Técnicos Agrícolas.
Portaria do Incra nº 830/2000,
que inclui entre os beneficiários
do programa engenheiros agrônomos,
engenheiros florestais, engenheiros
agrícolas, médicos
veterinários, zootecnistas,
Técnicos Agrícolas,
técnicos agropecuários
e técnicos em cooperativismo.
Veja mais na página do
Incra: www.incra.gov.br
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Curiosidades
Técnicas
Maçã
contra o câncer
A
TV noticiou que foi feita a
grande descoberta de que comer
uma maçã por dia
acabaria com o câncer.
É uma pena que estas
notícias sempre vêm
de forma parcial, enganadora.
pois, uma cultura de maçã,
tradicionalmente, recebe cerca
de 40 aplicações
de agrotóxicos, muitos
deles cancerígenos! No
entanto, se estas maçãs
forem cultivadas ecologicamente,
a conversa é outra.
Laranja
para ovinos
Empresa
de Pesquisa Agrícola
do Estado de Sergipe (EMPEASE)
desenvolveu uma experiência
com a alimentação
de ovinos confinados acrescentando
cascas de laranjas, de uma indústria
local, ao capim elefante. Conseguiu
um ganho diário no peso
da ordem de 116 gramas em relação
aos normais aumentos, de apenas
50 gramas diários, alimentando
as ovelhas a campo, segundo
seu presidente, Luiz F. dos
Santos. Isso confirma a tese
de que neste mundo nada tem
que ser perdido, apenas transformado.
O
fim do carrapato
O
carrapato já existia,
mas não era problema
nas pequenas propriedades. Nem
carrapaticida se usava. Nossos
pais e avós tinham uma
outra receita infalível
e não tóxica:
Pois eles faziam o gado andar,
andar, andar, até estar
bem suado; em seguida davam-lhe
bastante sal socado com enxofre,
ou cinza de certas madeiras,
como a aroeira, por exemplo.
Nas novas raças que nós
temos hoje, isso pode não
funcionar mais. No entanto,
temos que ter bem claro que
o carrapato se origina especialmente
de manejos inadequados. É
preciso conhecer o seu ciclo
de reprodução,
a espécie de carrapato,
para saber exatamente qual é
o carrapaticida ideal. Não
há inseticida que mate
tudo, especialmente quando mal
empregado. Sempre sobrevivem
alguns insetos, que criam resistência
aos venenos. Na próxima
aplicação teremos
que utilizar um cada vez mais
violento. Onde é que
isso vai parar? Só os
métodos ecológicos
e de manejo correto resolvem
estes problemas. Quem dita a
lei é a natureza. E ela
pune quem a desacata. Como já
se pode ver, a água vai
faltar não só
para beber, mas também
para gerar energia.Vejam o aumento
de raios e o aumento da temperatura
no planeta.
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