Jornal do Técnico Agrícola


Ano III - nº 14 - Setembro / Outubro / Novembro 2002


SINTARGS NA EXPOINTER 2002

Casa do Técnico Agrícola será aberta ao público

Como já vem acontecendo há quatro anos, o SINTARGS estará de portas abertas na Casa do Técnico Agrícola, próxima ao pavilhão do Gado Leiteiro, na Quadra 43 da Rua nº 2, de 24 de agosto a 2 de setembro, durante a Expointer 2002.

Estão sendo aguardados colegas Técnicos Agrícolas e agropecuários, alunos de escolas técnicas, professores e produtores rurais.

Voltar ao topo

 

OPINIÃO

Opinião, Participação é igual Resultado

Ao saudar os meus caros colegas quero dizer que me senti não apenas desafiado a colaborar concretamente com nosso jornal Técnico Agrícola mas, especialmente, me senti convidado. Quero, por esta razão, tentar cooperar, assim como reforçar o convite do colunista de OPINIÃO da edição anterior, para que mais colegas se manifestem e contem o que estão fazendo aí em seu grupo, na sua região. Com certeza é importante. Não querendo comparar, mas já comparando, sempre lembro daquele dito popular que "se uma galinha não canta ao pôr um ovo, acaba virando galinhada"! Pois é assim que eu vejo que a participação é algo inerente ao ser humano e deve fazer parte do dia a dia de todo o cidadão. Quando falamos em participação, estamos falando que o indivíduo não deve abrir mão de ser respeitado, ouvido e levado em consideração. Em se tratando de um movimento sindical, isso não é diferente. Em nossa entidade de representação profissional, o SINTARGS, você é muito mais que um simples associado sindicalizado; você é um profissional consciente, que tem opinião formada e que exerce na sua plenitude os seus deveres e direitos. Uma entidade sindical tem o compromisso de representar os interesses de seus associados, indistintamente. E representar é executar as deliberações dos conselhos consultivo e deliberativo e, principalmente, as deliberações da assembléia geral. Dessa forma, é desnecessária a pergunta: - o que esses `caras' da diretoria estão fazendo por nós?  A resposta todos já sabem: estão lutando para cumprir as metas, sim, as metas, pois as deliberações passam a ser metas do SINTARGS. Um sindicato moderno age dessa forma, democrática e transparente. Além disso, não defende somente os interesses da categoria nas relações entre patrões e empregados, mas defende também espaços para trabalho, está aí, por exemplo, a Cooptec (Cooperativa de Trabalho dos Técnicos Agrícolas),  e a defesa dos espaços para os colegas empreendedores que atuam como profissionais liberais. Se participar é inerente ao ser humano, deve ser também uma prática da entidade representativa. Participamos e, portanto, fomos representados na IX Feira Estadual do Cooperativismo e I Feira Nacional de Economia Popular Solidária, o maior evento do cooperativismo no RS e no Brasil, realizado nos dias 6 e 7 de julho, em Santa Maria - RS, com a presença de milhares de pessoas, inclusive, visitantes vizinhos, argentinos e uruguaios, além de tantos outros. Estivemos presentes na I Agroshow, em Nova Petrópolis (RS), no final de junho. Estamos aí, colegas! Cada dia que passa, mais e mais necessário se torna que estejamos de alguma forma organizados. Neste sentido, a nossa categoria é privilegiada por ter essa forma maravilhosa de organização que é o SINTARGS. Por isso, reiteramos o convite aos colegas Técnicos Agrícolas que ainda não fazem parte desta nossa organização: não percam mais tempo seja cada um mais um cidadão no exercício pleno da cidadania, integrando-se ao SINTARGS.

Técnico Agrícola José Valdetar da Silva Gomes


Voltar ao topo

 

Trabalho, transparência e voluntariado

Das grandes marcas de que o SINTARGS pode se orgulhar em sua trajetória, três merecem ser referenciadas: trabalho, Transparência e voluntariado. Em que pesem as dificuldades inerentes ao sindicalismo como um todo, o trabalho conjunto da diretoria executiva, do conselho deliberativo e consultivo da entidade e, cada vez mais, o engajamento dos associados, nos tem garantido inúmeras conquistas no campo de lutas de nossa gloriosa entidade o esforço e a dedicação de cada um nos tem permitido avançar. Outra característica muito autêntica deste grupo de trabalho é o da transparência. Significa dizer o seguinte: tudo o que é deliberado, antes passa pela discussão mais ampla possível, num processo de construção e concatenação de idéias que depois de discutidas são colocadas em aprovação ou não, para só depois serem colocadas em execução. Dessa transparência nós não abrimos mão trabalhamos em conjunto com foco apenas na verdade. Por último, é importante deixar bem claro à categoria dos Técnicos Agrícolas que no nosso sindicato todos os dirigentes da executiva e do conselho deliberativo e consultivo trabalham e se dedicam às nossas causas voluntariamente, ou seja, ninguém recebe remuneração alguma, ao contrário, além do trabalho que lhe é atribuído, como qualquer associado, deve estar rigorosamente em dia com as contribuições sociais à entidade, dando o exemplo aos demais. Portanto meus colegas, continuem  de mãos dadas com sua entidade, que é o SINTARGS, a única representante de direito. Só assim poderemos servi-lo melhor e continuar crescendo.

Air Nunes dos Santos

Vice-presidente Administrativo

Voltar ao topo

 

Cartas

 

De Rita de C. Estevão

Imbuia - SC

Gostaria de parabenizar imensamente o Sr. Helio pela matéria "compromisso ético e social", primeiramente pela coragem de falar e fazer o que muitos de nós nem queremos ver, ouvir, falar... nem fazer, pois no nosso mundo pequeno, mesquinho e medíocre, vivemos cada dia com mais ganância, mastigando a própria linguagem, remoendo e buscando crescimento financeiro. Somos uma multidão atrás do que não é nosso. Perdemos nosso presente, nossa saúde, nossa inocência de sermos humanos "apenas". Eu vejo os homens de hoje como robôs que têm na cabeça um ship determinado para ter lucro. A máquina funciona desta forma: cidadania sem lucro = não funcionamento. E por aí afora. Assim, em todas as áreas, me assusta saber que o natural já está escasso e que tudo está se tornando uma mentira. Até quando e até onde iremos desta forma? Se torna cômico quando as pessoas ainda de cara lavada falam: "Bem, eu vendo o produto. Sendo assim, a minha parte eu já fiz." Que hipocrisia! Continuem fazendo o jornal Técnico Agrícola com coragem, amigos aí do Rio Grande. Nem tudo está perdido.

 

Do Técnico em Agropecuária Cesar Ribeiro de Mattos

IBIAÇÁ - RS

É com grande alegria que venho através do nosso jornal falar aos demais colegas sobre o meu orgulho de ser um técnico em agropecuária, e ainda comentar sobre uma experiência vivida desde minha colação de grau, em 1998, até os dias de hoje. Após formado e com estágio concluído, decidi trabalhar em função da pecuária leiteira, não como opção, mas, por prazer! Neste período de tempo, conheci o médico veterinário Dr. Eduardo Berton de Oliveira, que desenvolvia um trabalho sobre homeopatia em animais, com produtores de leite da  Coolati - Cooperativa de Laticínios Ibiaçaense Ltda. Foi onde então passamos a trabalhar com o uso desta alternativa em bovinos de leite, obtendo excelente sucesso. Saliento que trabalhamos, inicialmente, com dois produtos, um para mastite e outro para bernes, carrapatos, vermes e moscas do chifre O uso destes produtos dispensa antibióticos e leite no "ralo", pois o produto é natural e os resultados são satisfatórios. Resumindo, contamos hoje com uma linha mais completa destes medicamentos, tais como produtos para cio, casco, verrugas, enfim, estamos progredindo cada vez mais. Sobretudo, e com este propósito, surgiu a necessidade de nos entrosarmos mais para a execução do programa de qualidade do leite. Foi quando fundamos a Vetec, oriunda da união de um Veterinário e um Técnico Agrícola. Através desta união estamos hoje buscando formas de trabalho neste sentido, afim de reduzir custos e o uso intensivo de antibióticos.

Voltar ao topo

 

SINDICALISMO

Conselho Deliberativo do SINTARGS decide rumos

Entre várias decisões, o Conselho Deliberativo do SINTARGS referendou candidatos

O conselho deliberativo do SINTARGS se reuniu no dia 3 de agosto nas dependências da Associação dos Funcionários da Secretaria da Agricultura, em Porto Alegre. Dirigentes representando todas as regionais do sindicato debateram inúmeros temas relacionados à categoria, com ênfase para a elaboração da pauta de reivindicações para o ano referente às negociações coletivas para as empresas públicas e privadas. A pauta da reunião, que durou um dia, serviu para sinalizar o direcionamento da categoria em relação a alguns temas relevantes e até polêmicos, como a criação do  Conselho de Fiscalização Profissional dos Técnicos Agrícolas;plano de cargos e salários da Emater-RS, eleição da ASAE, Posição do SINTARGS em relação a uma rifa que está sendo vendida pela Associação dos Técnicos Agrícolas e a  indicação de voto aos candidatos a deputado estadual e Federal. Leia a seguir as principais decisões do conselho da entidade.

 

Principais decisões

Conselho de Fiscalização Profissional dos Técnicos Agrícolas

O PL de nº 1.737/99, que cria o Conselho de Fiscalização Profissional dos Técnicos Agrícolas, tem apoio do SINTARGS para que seja sancionado pelo presidente da República. A categoria decidiu que fará várias ações em apoio ao projeto.

Pauta de reivindicações para 2002, referente às negociações coletivas para as empresas públicas e privadas.
O SINTARGS apresentou uma pauta mínima para ser discutida.Todos se manifestaram pela aprovação da pauta apresentada, com exceção dos Técnicos Agrícolas que trabalham em cooperativas, que solicitaram o enxugamento da pauta para ser apresentada, preferencialmente, à Ocergs.

Também foi aprovada a autorização para a diretoria do SINTARGS iniciar e realizar  as negociações com as empresas e sindicatos patronais.

Plano de Cargos e Salários da Emater - PCS

A categoria decidiu aumentar a pressão para a implantação do PCS e transparência nas promoções, junto à direção da empresa. O SINTARGS se manifestará favoravelmente pela imediata implantação, nos termos apresentados na Comissão Paritária, e verificar quantos técnicos foram contratados e porque alguns perderam a chefia para outro colega de nível superior, recém contratado. O conselho aprovou também a proposta para que o SINTARGS envie manifestação de apoio à direção da Emater, junto ao governo federal, em relação à liberação de recursos para a extensão rural.

Rifa

A  "rifa", supostamente promovida pela ATARGS sob a pretensão de que há dívida do sindicato junto a advogados na defesa do Receituário Agrícola, foi vista com preocupação pelo sonselho do SINTARGS. Por unanimidade, foi decidido fazer um esclarecimento geral sobre o não envolvimento do Sindicato na organização, distribuição e venda da rifa. Esclarecendo também que o sindicato não aceitará participar do recolhimento e venda da rifa por entender que a mesma não tem legalidade, podendo advir em grande problema judicial. De igual forma, o SINTARGS não foi comunicado e nem consultado sobre esta rifa e não tem dívida alguma sobre qualquer tipo de ação ou outra situação qualquer, estando rigorosamente em dia com seus compromissos.

Apoio do SINTARGS para candidatos nas eleições 2002

Seguindo orientação dos associados que militam em diferentes partidos políticos e preocupados em eleger políticos comprometidos com a causa da categoria, as regionais  do SINTARGS enviaram várias sugestões de nomes. A conselho analisou todas e indicações e ratificou os seguintes nomes: deputados estaduais: Técnico Agrícola Giovani Cherini, Técnico Agrícola Antonio Fachinelli, Técnico Agrícola Ervino Deon, Técnico Agrícola Iradir Pietroski, Elvino Bohn Gass, Heitor Schuch, Lurdes Dresch, Técnico Agrícola Júnior Piaia, Elecy Rodrigues de Freitas e Alceu Moreira. Deputados Federais: Nelson Proença, Adão Pretto, Francisco Turra e Eliseu Padilha. Também ficou estabelecido que os técnicos farão as recomendações  de voto à medida que os candidatos formalizarem os compromissos junto à categoria. Os candidatos aprovados tiveram seus nomes e propostas divulgadas no Jornal do Técnico Agrícola.

 

Foto memória

I Encontro Estadual dos Técnicos Agrícolas das Cooperativas, ocorrido no ano de 1987, em Porto Alegre. Na foto, (esq p/ dir.) Rui Polidoro Pinto, Bruno Wayhs (ná época, vice-presidente da Ocergs), Pedro Pitol e Carlos Dinarte Coelho, idealizador do evento e atual presidente do SINTARGS.

Revise seus arquivos. Caso você possua uma foto antiga que merece ser mostrada, por favor envie para o Jornal do Técnico Agrícola, para que publiquemos neste espaço.

Voltar ao topo

 

 

INTERSINDICAL

O diretor do Sindicato dos Técnicos Agrícolas tem apoio de todos os sindicatos que compõe ao Intersindical. Eleição deve ocorrer neste mês.

Após quatro anos de mandato do médico veterinário José Pedro Soares Martins e de acordo com o estatuto social da Federação  Intersindical dos Profissionais Universitários e de Nível Médio no Estado do Rio Grande do Sul intersindical, no dia 26 de agosto realizar-se-á eleição para renovação da sua diretoria. A Intersindical é uma federação que tem como objetivos: representar e defender  os interesses individuais e coletivos dos profissionais universitários e de nível médio que compõem os sindicatos filiados (administradores, advogados, biólogos, Contabilistas, engenheiros, Economistas, nutricionistas, Farmacêuticos, médicos, médicos veterinários, Técnicos Agrícolas, técnicos industriais e zootecnistas. A Federação Intersindical não concorre com as federações de cada entidade sindical, ao contrário, promove a integração entre os sindicatos profissionais para em conjunto representar os profissionais. Por maioria absoluta das entidades sindicais associadas foi indicado para assumir a presidência para o biênio 2002/2004, o Vice-Presidente, do SINTARGS, o Técnico Agrícola Air Nunes dos Santos.

Voltar ao topo

 

Encontro Estadual do Ensino Técnico

Coelho participou do evento e apresentou o livro Técnico Agrícola, Legislação Profissional

O Presidente do SINTARGS, Carlos Dinarte Coelho, atuou como debatedor no Painel "O ensino agrícola no Brasil", tendo como painelistas  Ernani A. Brescianini, de São Paulo, Marcos N. Monteiro, do Paraná, e Gabriel Grabowski, da SUEPRO, do Rio Grande do Sul, durante Encontro Estadual dos Professores do Ensino Técnico, ocorrido de 24 a 27 de  junho em Imbé. Despertou curiosidade alguns fatos curiosos revelados no evento, como o caso do  Paraná, que reduziu o número de escolas técnicas agrícolas de 14 para apenas 10, e que no Rio Grande do Sul as escolas estão sofrendo graves atrasos. No entanto, no Estado de São Paulo existem 34 escolas funcionando com projetos para aumentar este número. O encontro foi uma promoção da AGPTEA - Associação Gaúcha de Professores Técnicos do Ensino Agrícola.

Voltar ao topo

 

 

SINTARGS defende derrubada do veto ao PL do Cooperativismo

O presidente do SINTARGS, Carlos Coelho, defendeu a derrubada do veto do governo ao Projeto de Lei de autoria do Deputado Giovani Cherini, que cria a Política Estadual do Cooperativismo. Depois de ser votado e aprovado pela Assembléia Legislativa, inclusive pelos votos da bancada governista, o governador Olívio Dutra vetou totalmente o projeto. Em reunião realizada pela Comissão Especial do Cooperativismo, no dia  13 de agosto, na Assembléia Legislativa, todos os segmentos do cooperativismo decidiram pela derrubada do veto. O presidente do SINTARGS, que também preside a Cooptec (Cooperativas dos Técnicos Agrícolas), afirmou a necessidade da derrubada do veto. "O Rio Grande do Sul pode ser o primeiro estado brasileiro a ter uma política para o cooperativismo", defendeu Coelho. O representante da Organização das Cooperativas do Estado (Ocergs), Cleberton Ferreira, afirmou que o projeto atende aos interesses de mais de dois milhões de gaúchos que fazem parte das comunidades nas quais as cooperativas estão inseridas e lamentou o veto do governo. O deputado Ronaldo Zulke (PT), representando a bancada governista na audiência, esclareceu que o Executivo encaminhou um projeto de lei que prevê políticas para o cooperativismo. O parlamentar destacou que a comissão é o espaço adequado para se discutir as divergências. "Temos que fazer um esforço para chegarmos a um acordo que contemple as partes envolvidas", enfatizou o deputado.

Voltar ao topo

 

Entrevista

O casal do leite

Técnicos Agrícolas apostam na produção de leite

É com profissionalismo que os jovens Joana Kreisig e Gerson Neumann, de Linha Imperial - Nova Petrópolis - RS, encaram a sua opção de vida. Em 1988, formaram-se Técnicos em Agropecuária pela Escola Técnica Cenecista Bom Pastor, da Linha Brasil. Gerson completou seus estudos através de um estágio de 28 meses na Alemanha, entre 1990/92. Hoje eles têm um rebanho altamente qualificado em termos genéticos, 65 vacas, das quais ordenham uma média de 26 litros/dia/ano.

Gerson e Joana, como vocês chegaram à idéia de entrar nesta atividade?
R - Ah, isso era a nossa turma de bailes. A gente não sabia o que ia fazer da vida e estava na hora de a gente "falar sério". Analisa daqui, vê as coisas dali e vendo que o setor de produção leiteira era uma atividade da qual a gente entendia e que nos garantiria, assim como um emprego numa firma, um ganho mensal, para não dizer diário. Resolvemos apostar na atividade - diz a Joana. Nós éramos quatro rapazes, dos quais apenas um não era técnico, e uma moça, a Joana, comenta o Gerson. Além de nós dois, continua a Joana, havia ainda o Ari Arsênio Boelter, o Marcelo Hillebrand e o Luciano Meinertz, todos com estágio na Alemanha. Fizemos uma viagem de estudos para ver em outros lugares como funcionam os tais condomínios rurais. Voltamos bem animados. Nós mesmos elaboramos o projeto que levamos para a Secretaria da Agricultura do Estado e, com o apoio da Emater, nos candidatamos a uma verba do FEAPER - Fundo Estadual de Apoio aos Pequenos Estabelecimentos Rurais.

TA - Qual era o valor do projeto e as condições de financiamento?

R - O projeto era de R$ 90.000,00, com dois anos de carência mais seis anos, com juros de 3% ao ano. A dívida foi imediatamente convertida em produto, para ser paga com X sacos de milho.

TA - Vocês formaram, então, uma sociedade, um condomínio. Foi isso?

R - Exatamente. Criamos a Associação dos Produtores de Leite *(ASPROL) e todo o projeto foi financiado para a nossa associação. Só que, aos 16 meses, já começaram a vir as primeiras cobranças, seis meses antes de vencer a carência. Mas isso a gente agüentou. O mais difícil foi

manter a sociedade, que é sempre uma dificuldade, diz a Joana. Alguns entraram no negócio esperando lucro imediato. Aos quatro anos de atividades, as dificuldades aumentaram, e aí saíram, o Ari e o Marcelo. O Luciano continuou por mais dois anos. Sobramos nós dois, eu e o Gerson.

TA - Pois é, e como o Gerson e a Joana já se conheciam desde o tempo de escola agrícola, resolveram casar, em novembro de 2000. E isso resolveu as dificuldades de vocês?

R - Olha, parece que a gente está conduzindo bem a atividade temos boa rentabilidade, mesmo que com um fornecimento de ração para o seguinte, como você viu hoje, o preço subiu de R$ 27,50 para R$ 33,00 e o leite não subiu nenhum centavo a mais.

TA - Vocês criam estas 65 vacas em cima de 1 hectare de terra, pelo sistema confinado. Como vocês conseguem a garantia de alimentação?

R - Nas terras do pai do Gerson nós plantamos 6 ha de milho, azevém e aveia para silagem e, nas terras de meus pais plantamos mais 7 ha responde a Joana. E adubo é o que não falta - o esterco das próprias vacas. Fazem já 3 anos que nós não compramos mais adubos químicos, apenas um pouco de sulfato de amônia, para cobertura. E nós fazemos plantio direto. Olha cara, dá gosto de ver as minhocas pulando enquanto a gente planta, diz Gerson. Bem, e assim a nossa silagem é de um custo menor do que a de quem planta só com adubos químicos.

TA - Para onde vai todo este leite e como ele é pago para vocês?

R - Nós somos associados da Piá, que é a nossa cooperativa, e no Sicredi, que é o nosso banco cooperativo, através do qual recebemos o pagamento.

TA - Então, para vocês, o cooperativismo é a solução?

R - Se os produtores, os pequenos agricultores, não se associarem e se tornarem donos da sua produção, não tem jeito, a gente quebra. É preciso agregar valores na produção.

TA - Muito bem! E o que acontece com os terneiros, machos e fêmeas?

R - Os machos tomam o leite colostral e logo em seguida são repassados para quem os queira criar. As fêmeas servem para a ampliação do rebanho e para a substituição de vacas que vão ser descartadas diz Gerson.

TA -Vocês tem todo equipamento para fazer silagem. Estas máquinas não têm capacidade ociosa?

R - Não, porque eu ainda presto serviços para terceiros com o trator e estas máquinas. Com isso a gente consegue aliviar os custos de manutenção.

TA - Para concluir, Joana e Gerson, qual é o conselho que vocês têm para os nossos colegas que ainda querem começar uma atividade por conta própria, serem empreendedores em vez de empregados, no caso a produção leiteira?

R - Nós compramos vacas já em lactação. Se nós fôssemos começar de novo, a gente só compraria terneirinhas de até três meses de idade. Tudo custaria menos e a gente não se sentiria tão atropelado, diz Gerson, enquanto Joana conclui: nada na vida se consegue sem muita luta e persistência, além do que, a gente tem que gostar do que faz para fazer bem feito e não querer cair fora diante das dificuldades. Elas sempre existirão, mas devem ser vistas apenas como desafios a nossa capacidade

(Texto de Helio L. Musskopf)

Voltar ao topo

 

Instituições que Aniversariam

Estão de aniversário as escolas: Técnica Cenecista Bom Pastor, Escola Técnica Estadual Cruzeiro do Sul e Escola Agrotécnica Federal de São Vicente do Sul. O SINTARGS parabeniza as escolas de Nova Petrópolis, São Luiz Gonzaga e São Vicente do Sul, respectivamente, comemorando mais um ano de fundação nos dias 15.09, 18.09 e 17.11 deste ano, nas pessoas de sua diretora Ladi Senger, diretores Ademar de Souza Mendes e Paulo Roberto Deon.

Voltar ao topo

 

Fepagro x SINTARGS

Mais uma vez os Técnicos Agrícolas foram discriminados pelo governo estadual. A Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro) realizou concurso público para contratação de novos servidores, dentre os quais Técnicos Agrícolas, para atuarem nas estações experimentais, possivelmente a área mais necessitada de pessoal, mas não chamou nenhum deles para assumir seus cargos. A presidência da Fepagro, que se diz Técnico Agrícola e engenheiro agrônomo pensa que engana a categoria, mas seus atos comprovam suas verdadeiras intenções. Enquanto isto, as estações experimentais continuam sem trabalhadores, sem servidores de apoio, sem trabalhos de pesquisa e com baixo índice de produtividade. Até quando?

Voltar ao topo

 

GERAL

Convenções Coletivas de Trabalho

Aquela que pode ser a maior negociação coletiva de trabalho de todos os tempos dos Técnicos Agrícolas, teve sua arrancada na assembléia-geral da categoria, ocorrida no dia 3 de agosto de 2002. A categoria definiu as bases que deverão compor as reivindicações da categoria por melhorias salariais e de condições de trabalho.


Quem será beneficiado:

Todos os Técnicos Agrícolas que trabalham nas empresas ligadas ou vinculadas ao Estado. São elas: Ascar/Emater, Febem, FGTAS, FZB, FDRH, Fundação São Pedro, FADERS, Cientec, Fepam, Fapergs. Todos os Técnicos Agrícolas que trabalham no IRGA, Cesa, Fepagro. Nas cooperativas agrícolas do Estado:

Todos os Técnicos Agrícolas que trabalham em empresas avícolas, auinícolas, e aviação agrícola, de representação Comercial agropecuária, de laticínios e do setor vinícola. Todos os Técnicos Agrícolas que trabalham nas prefeituras municipais.

Como viablizar:

Através do chamamento à negociação pelo instrumento legal da Convenção Coletiva de Trabalho, assim, todas as entidades patronais que representam as empresas que empregam os Técnicos Agrícolas serão convocadas perante as delegacias de Trabalho competentes para se pronunciarem sobre as propostas de negociação. Entidades de peso serão convocadas, tais como Ocergs, Famurs, governo do Estado e todas as federações dos setores  produtivos do Estado.

Principais pontos da pauta:

Reajuste da massa salarial; salário normativo da categoria; jornada de trabalho; série de benefícios sociais; plano de carreira; segurança e medicina do trabalho; cláusulas exclusivas de proteção e incentivo tecnológico. Mais do que nunca o SINTARGS precisa do apoio e da mobilização dos colegas para que possam alcançar os maiores avanços em termos de negociação coletiva. O sindicato está atento, trabalhando e cheio de otimismo nos objetivos que buscamos.

Voltar ao topo

 

SINTARGS participa de Encontro de Cooperativismo Alternativo

O SINTARGS particpou com estande próprio.

Representantes do Cooperativismo Alternativo do RS e do Brasil, representando 300 empreendimentos solidários de 108 municípios dos Estados de S. Paulo, R. de Janeiro, S. Catarina, Paraná, M. Gerais, M. G. do Sul e R. G. do Sul e dos países Uruguai, Argentina, Perú, Chile, México, E. Unidos (Califórnia) e do Brasil, estiveram reunidos em Santa Maria, nos dias 6 e 7 de julho, onde anunciaram que o Cooperativismo autogestionário é possível, evidenciado pela participação de centenas de experiências de geração de trabalho e renda, espalhadas pelo Brasil e América Latina. Experiências apresentadas em S. Maria apontam para um novo modelo econômico, cooperativado e autogestionário, que valoriza o ser humano acima do capital. As novas relações fundamentadas na produção coletiva, na comercialização direta e na Justa distribuição dos resultados são construídas por homens e mulheres, tornando-se Novos Sujeitos no pleno exercício da cidadania. O SINTARGS participou do evento com um estande próprio.

Voltar ao topo

 

MANIFESTOS

Sindicato dos Técnicos Agrícolas de Nível Médio do Estado do Rio Grande do Sul

O SINDICATO DOS Técnicos Agrícolas DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL-SINTARGS, em Assembléia-Geral do seu Conselho Deliberativo e Consultivo, realizada no dia 3 de agosto de 2002, em Porto Alegre/RS, deliberou por manifestar sua inconformidade com o descaso com que a diretoria da EMATER-RS vem sistematicamente ignorando as correspondências deste Sindicato no tocante às reivindicações da categoria. Não formalizar suas respostas às correspondências nos leva a crer que a transparência nas ações desta diretoria é somente discurso. Temos a convicção de que a interrupção unilateral do Plano de Cargos e Salários sem uma justificativa plausível, já quase chegando à sua conclusão, nos leva a acreditar que não há vontade política em sua implantação. Foram várias manifestações deste Sindicato na busca de esclarecimento e posição da diretoria da EMATER-RS, sem nenhuma formalização de resposta. Até quando os funcionários da EMATER-RS ficarão na escuridão do silêncio dos seus dirigentes? Na esperança de uma resposta que atenda os anseios dos Técnicos Agrícolas, ainda e por derradeiro, estamos aguardando

Porto Alegre, 3 de agosto de 2002

Téc. Agrícola Carlos Dinarte Coelho

Presidente

 

Sindicato dos Técnicos Agrícolas de Nível Médio do Estado do Rio Grande do Sul

O SINDICATO DOS Técnicos Agrícolas DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL _ SINTARGS em Assembléia-Geral do seu Conselho Deliberativo e Consultivo, realizada no dia 3 de agosto de 2002, em Porto Alegre/RS, deliberou por manifestar seu apoio à diretoria da ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS ENTIDADES ESTADUAIS DE ASSISTÊNCIA TÉCNICA E EXTENSÃO RURAL - ASBRAER e da EMATER-RS na luta por recursos junto ao governo federal para assistir aos produtores rurais, suas propriedades e suas famílias, nos seguintes termos: R$ 7,50 por declaração de aptidão; prorrogação das declarações emitidas em 2001 e 2002; R$ 70,00 por projeto de crédito, sendo R$ 30,00 sob responsabilidade do Ministério do Desenvolvimento Agrário; manutenção da remuneração do PRONAF A no valor de R$ 1.000,00 por família ou equivalente a 7,7% do contrato para os primeiros três anos; repasse imediato dos recursos de capacitação de 2002 via ASBRAER.

Porto Alegre, 3 de agosto de 2002

Téc. Agrícola Carlos Dinarte Coelho

Presidente

Voltar ao topo

 

 

Cooperativismo

SINTARGS em Lagoa Vermelha

O diretor do SINTARGS, Hélio Musskopf, visitou a Escola Técnica Agrícola Desidério Finamor, no mês de julho, de Lagoa Vermelha, onde ministrou o curso de cooperativismo para alunos, professores e funcionários. Agora, os alunos tomaram a iniciativa de criar sua Cooperativa escolar de Alunos. Para isso contam com o total apoio da direção da Escola, nas pessoas de seu diretor Lóris Alberto Biavati e da vice-diretora, professora Vera Maria Britz, além do apoio jurídico do advogado Dr. Adroaldo Paim de Mesquita. Esperamos que o sucesso nas atividades desta mais nova cooperativa de alunos motive e conquiste o apoio e a solidariedade dos demais professores e funcionários, enfim, de todos aqueles que, lá no seu íntimo sabem que sozinhos, não chegamos a lugar algum. Para uma vontade firme não haverão obstáculos insuperáveis. Parabéns aos pioneiros, aos que acreditam e agem.

Hélio Musskopf representou o SINTARGS

Voltar ao topo

 

Cursos

Curso de cooperativismo

Atendendo ao convite da Cooperativa de Laticínios Ibiaçaense Ltda. - COOLATI, o Técnico Agrícola Hélio Musskopf, diretor de Coo-perativismo do SINTARGS, ministrou um Curso deCooperativismo na primeira semana de agosto para um grupo de 45 associados e que estão se preparando para assumir cargos administrativos na COOLATI. De parabéns está a atual administração, por, investir de fato em seu quadro social. Tantas cooperativas têm sido criadas sem um ideal, sem apontar um rumo, sem um verdadeiro espírito cooperativista, razão pela qual o sistema está tão desacreditado em tantos lugares, tantos associados não têm clara consciência de que esta é a sua empresa. Só com investimento permanente na área de educação esta situação pode mudar, para o bem de tantos produtores e trabalhadores. "Os irmãos sejam unidos, esta é a lei que sempre vigora; tenham hora após hora, união de sangue e idéias, pois, se irmão com irmão peleia, lhes devoram os de fora." (Martin Fierro).

45 associados da COOLATI fizeram o curso de cooperativismo

Voltar ao topo

 

Sindicalismo

SINTARGS em Brasília

CONFEA

Os dirigentes do sindicato Carlos Coelho e Air Nunes estiveram em Brasília, em audiência com o presidente em exercício do CONFEA, engenheiro Jaceguái Barros. para tratar de convênio entre as entidades visando novos cursos de aperfeiçoamento para a categoria dos Técnicos Agrícolas e Industriais.

Jaceguái afirmou que as relações com os profissionais de nível técnico estão em constante evolução. Em anos passados não era possível manter entendimentos, pois as lideranças das categorias estimulavam a discórdia.

Nos dias de hoje é impossível aceitar que a sociedade possa ter bons serviços sem a presença dos técnicos e dos engenheiros. E, mesmo com diferenças, é obrigação do sistema CONFEA/CREAS oferecer aos técnicos o mesmo tratamento, direitos e obrigações dispensados aos demais profissionais.

Voltar ao topo

CNPL

O vice-presidente do SINTARGS Air Nunes participou dia 28 de julho, da Assembléia-Geral da Confederação Nacional dos Profissionais Liberais, em Brasília, quando foi apresentado o balanço social da confederação, com grande ênfase para as ações junto às entidades dos profissionais liberais.

Os Técnicos Agrícolas são enquadrados junto ao Ministério do Trabalho como profissionais liberais, e assim, assumem perante aos tomadores de serviços a responsabilidade técnica exclusiva por suas ações profissionais. Também esteve em audiência com o presidente da CNPL o dentista Luis Gallo (gaúcho) tratando dos projetos de lei que estão tramitando no Congresso Nacional que se referem aos profissionais liberais. Para Luis Gallo, mesmo a Federação Nacional dos Técnicos Agrícolas (FENATA) não sendo mais filiada da CNPL, isto não pode interromper a participação dos Técnicos Agrícolas nas lutas conjuntas dos profissionais liberais.

Voltar ao topo

Congresso Nacional

Os dirigentes do SINTARGS, Carlos Coelho e Air Nunes, estiveram em Brasília para acompanhar a tramitação do projeto de lei que trata da criação do conselho de fiscalização profissional dos Técnicos Agrícolas. Em visitas aos parlamentares ficou evidente a grandeza e a importância da categoria dos Técnicos Agrícolas no Brasil. No Congresso Nacional existem mais de duas dezenas de projetos de lei para criação de novos conselhos de fiscalização profissional, a exemplo dos técnicos industriais, parceiros dos Técnicos Agrícolas desde a criação das profissões, através da Lei 5.524/68. Nossa luta é muito mais do que ter um conselho; é ter o reconhecimento legal da profissão, sem discriminação e em cumprimento da Constituição Nacional.

SAA x SINTARGS

A Secretaria da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul, através da sua assessoria jurídica, continua discriminando os Técnicos Agrícolas. Em processo de liberação do dirigente do SINTARGS Dirceu José Boniatti; se manifestou contra por entender que nosso Sindicato é diferente dos demais contrariando a legislação estadual. Esta é mais, uma discriminação do atual governo contra os Técnicos Agrícolas, pois em outros processos já manifestou sua vontade de impedir a contratação de técnicos por concurso ou mesmo através de contrato emergencial. Neste ato claro de discriminação contra o Sindicato em liberar o colega Boniatti para desenvolver os trabalhos de coordenação legislativa e jurídica do SINTARGS, fica evidenciada a perseguição, pois para outros sindicatos semelhantes outros servidores estão liberados. Para um governo dos trabalhadores isto é a negação do discurso da igualdade e da não perseguição política pelo poder público.

Voltar ao topo

 

 

Banco da Terra

Técnicos Agrícolas nos assentamentos

A Comissão de Agricultura e Política Rural aprovou, com o voto contrário da bancada do PT, projeto de lei complementar (PLP nº 56, de 1999) que altera a lei que instituiu o Banco da Terra (Lei Complementar nº 93/98), para incluir entre os beneficiários desse instrumento de "reforma agrária de mercado", os técnicos de nível médio e superior nas áreas de ciências agrárias. A iniciativa em tela definida através do programa denominado "Jovens Profissionais do Campo", o qual, formalmente, através do concurso dos citados profissionais, objetiva dotar os projetos de assentamentos de serviços permanentes de assistência técnica e extensão rural. A medida parte do suposto de que a presença na estrutura produtiva dos assentados de profissionais teoricamente mais qualificados para o emprego de tecnologias modernas de produção funciona como efeito-demonstração aos assentados e, assim, impondo a massificação dessas técnicas entre esses trabalhadores, fato que, por via de consequência, resultaria no incremento dos níveis da produtividade e da renda agrícola. Pelo programa, os profissionais assentados, além do acesso aos lotes de terra e a todos os benefícios a que têm direito os trabalhadores rurais beneficiários do programa de reforma agrária (inclusive o acesso ao Pronaf A), serão contratados pelas associações representativas dos assentados para prestarem serviços de assistência técnica aos assentados, fazendo jus à contrapartida pecuniária em valor/mês /família a ser definido pelo Incra. Os contratos de prestação dos serviços terão duração máxima de três anos, sendo que o Incra desenvolverá programa de capacitação e nivelamento dos técnicos participantes através de parcerias com órgãos e entidades públicas e instituições privadas. Para a contextualização política da medida, vale destacar que, há bastante tempo, iniciativas dessa natureza vêm sendo tentadas através de projetos de lei de autoria de parlamentares da bancada ruralista do Congresso vinculados, especialmente, às  categorias dos agrônomos e dos Técnicos Agrícolas. Portaria do Incra nº 830/2000, que inclui entre os beneficiários do programa engenheiros agrônomos, engenheiros florestais, engenheiros agrícolas, médicos veterinários, zootecnistas, Técnicos Agrícolas, técnicos agropecuários e técnicos em cooperativismo. Veja mais na página do Incra: www.incra.gov.br

Voltar ao topo

 

Curiosidades Técnicas

Maçã contra o câncer

A TV noticiou que foi feita a grande descoberta de que comer uma maçã por dia acabaria com o câncer. É uma pena que estas notícias sempre vêm de forma parcial, enganadora. pois, uma cultura de maçã, tradicionalmente, recebe cerca de 40 aplicações de agrotóxicos, muitos deles cancerígenos! No entanto, se estas maçãs forem cultivadas ecologicamente, a conversa é outra.

Laranja para ovinos

Empresa de Pesquisa Agrícola do Estado de Sergipe (EMPEASE) desenvolveu uma experiência com a alimentação de ovinos confinados acrescentando cascas de laranjas, de uma indústria local, ao capim elefante. Conseguiu um ganho diário no peso da ordem de 116 gramas em relação aos normais aumentos, de apenas 50 gramas diários, alimentando as ovelhas a campo, segundo seu presidente, Luiz F. dos Santos. Isso confirma a tese de que neste mundo nada tem que ser perdido, apenas transformado.

 

O fim do carrapato

O carrapato já existia, mas não era problema nas pequenas propriedades. Nem carrapaticida se usava. Nossos pais e avós tinham uma outra receita infalível e não tóxica: Pois eles faziam o gado andar, andar, andar, até estar bem suado; em seguida davam-lhe bastante sal socado com enxofre, ou cinza de certas madeiras, como a aroeira, por exemplo. Nas novas raças que nós temos hoje, isso pode não funcionar mais. No entanto, temos que ter bem claro que o carrapato se origina especialmente de manejos inadequados. É preciso conhecer o seu ciclo de reprodução, a espécie de carrapato, para saber exatamente qual é o carrapaticida ideal. Não há inseticida que mate tudo, especialmente quando mal empregado. Sempre sobrevivem alguns insetos, que criam resistência aos venenos. Na próxima aplicação teremos que utilizar um cada vez mais violento. Onde é que isso vai parar? Só os métodos ecológicos e de manejo correto resolvem estes problemas. Quem dita a lei é a natureza. E ela pune quem a desacata. Como já se pode ver, a água vai faltar não só para beber, mas também para gerar energia.Vejam o aumento de raios e o aumento da temperatura no planeta.

Voltar ao topo

 

Em destaque