A história do Sintargs

A pressão, agora, baseava-se em pleitear o reconhecimento do Sindicato dos Técnicos Agrícolas pelo Ministério. Toda a categoria foi convocada para uma Assembléia Geral, que se realizou no dia 19 de setembro de 1987, nas dependências do auditório da Assembléia Legislativa em Porto Alegre - RS. Na oportunidade foi feita uma alteração estatutária para atender as disposições expressas na Consolidação das Leis do Trabalho e escolher a diretoria provisória. Com o intuito de formalizar o processo sindical foram eleitos Dirceu José Boniatti, Presidente; Ubiratan Trindade, 1º vice-presidente; Pedro Pittol, 2º vice-presidente; Carlos Otávio de Souza Mattos, 1º Secretário; Moisés Giacomelli da Silva, 2º Secretário; Luis Antônio Marmitt, 1º Tesoureiro; e Neudi José Balancelli, 2º Tesoureiro. Para os demais cargos, foram eleitos representantes dos núcleos regionais da ATARGS. Em menos de dois meses após a realização da assembléia, o Técnico Agrícola Mário Limberger recebia em Brasília das próprias mãos do Ministro Almir Pazzianotto Pinto, no dia 11 de novembro de 1987, a definitiva e tão almejada Carta Sindical.

Restava agora para os Técnicos Agrícolas, a transformação do Sindicato de fato em Sindicato de direito. Uma reunião realizada com as principais lideranças, na sede da FENATA em Porto Alegre, apontou por consenso o nome do Técnico Agrícola Guebarte Eberhardt da Silva, para concorrer à presidência do SINTARGS.

Com o trabalho do assessor sindical Aparicio Cordeiro, foi iniciado o processo eleitoral, nos dias, 23, 24 e 25 de fevereiro de 1988 e realizou-se a eleição com chapa única, ficando assim constituída a primeira diretoria “legal” do Sindicato dos Técnicos Agrícolas do Estado do Rio Grande do Sul:

Presidente: Guebarte Eberhardt da Silva
Vice-presidente: Pedro Pittol
Carlos Otavio de Souza Mattos
Secretário: Luiz Roberto Dalpiaz Rech
2º Secretário: Carlos Dinarte Coelho
Tesoureiro: Neudi José Balancelli
2º Tesoureiro: Luis Antonio Marmitt
Suplentes: Sadi Pereira, Adalberto Pereira Gatto, Lirio Antônio Zarichta, Sérgio Favero, Alfredo Malta Pereira, José Roberto Camargo dos Reis e Silvério Brune.

Conselho Fiscal: Luiz Nelmo de Menezes Vargas, Danilo Rocha Leal e Rui Dalpiaz.
Suplentes: Atílio Pedro Lopes, Adão Vielmo e Luiz Strasburger Beskow.

Delegados Representantes: Mário Limberger e Dirceu Boniatti.
Suplentes: Waldemar Dornfelf e Ubiratan Trindade.

No dia da posse, realizada no dia 23 de abril de 1988 no auditório da Assembléia Legislativa, em Porto Alegre, durante uma Assembléia Geral da categoria, a nova diretoria já anunciou as reivindicações dos Técnicos Agrícolas junto às empresas. Na semana seguinte, o advogado do SINTARGS protocolou no Tribunal Regional do Trabalho, a primeira proposta de dissídio coletivo contra 188 empresas. Em 1989, novo dissídio era protocolado na Justiça, desta vez envolvendo quase trezentas empresas ligadas à área agrícola, solidificando a atuação do SINTARGS em defesa da categoria. Durante este período, o Sindicato dos Técnicos Agrícolas desenvolveu atividades extremamente importantes para a categoria, com a impressão e distribuição do receituário, por exemplo, que possibilitou aos profissionais sindicalizados emitirem receitas para a comercialização de agrotóxicos. O SINTARGS também participou na elaboração da lei que institui o Dia do Técnico Agrícola, de autoria do Deputado Mário Limberger, e a que cria os Conselhos Federal e Regionais de Técnicos Agrícolas, de autoria do Deputado Federal Nelson Jobim (RS).

Em 1991, Guebarte Eberhardt da Silva, foi novamente reconduzido à presidência do Sindicato, por mais um período de três anos. Nos dias 6 a 14 de março ocorreu a eleição, onde ressalta-se que 99,24% dos votos válidos foram auferidos à chapa eleita.

A posse ocorreu nas dependências do Hotel São Luiz, em Porto Alegre, no dia 13 de abril de 1991.

A Diretoria eleita no dia 11 de março de 1994, dirigir o Sindicato no período de três anos até março de 1997, era constituída por:

Presidente: Atílio Pedro Lopes
Vice-Presidente: Miguel Malta Pereira
Diretor Administrativo: Vitélio Lago
Diretor de Formação Sindical: Guebarte E. da Silva
Diretor de Esporte Cultura e Lazer: Air Nunes dos Santos
Diretor de Previdência e Saúde: Luiz Nelmo Menezes Vargas
Diretor de Imprensa e Divulgação: Luiz Roberto Dalpiaz Rech
Diretor de Finanças: Remo Pasqual Campagnolo
Suplentes: Antonio Cetolin, Oscar Fornari, Lírio Zarichta, Antonio Castoldi, Getúlio Lanes, Délcio Donato, Enio Tadeu Borba, Vito Antonio Cembranel e Alcione Fontana.

Conselho Fiscal: Ari Sebastião Streit, Antonio Hélvio Machado, Carlos Dinarte Coelho, Neudi José Balancelli e Jair Luiz Calai Bazzan.
Suplentes: Lúcia Maria Ratkiewicz, Jorge Luiz Cardoso, Eliziário Noé Boeira Toledo e José Carlos Maiato.

Delegados na FENATA: Mário Limberger e Rafael Waldir Martinello.

Período em que houve modernização do Sindicato. Foi adquirido veículo, computadores sendo que todos os procedimentos de estrutura e de administração das atividades sindicais e jurídicas passaram a ter enorme significado nos trabalhos do Sindicato.

A gestão Atílio Pedro Lopes de intenso próspero período administrativo logrou êxito numa segunda gestão compreendido pelo período de 1997 até 2000.

Desde 1988 o SINTARGS empreende lutas por melhores condições de trabalho e salários, tendo neste período de dois mandatos da gestão Atílio Pedro Lopes, aberto novas fronteiras de negociação em Dissídios e Convenções Coletivas.

Apoiado por todos os ex-presidentes e praticamente todas regionais e lideranças de todos as diretorias anteriores do Sindicato, em 10 de abril de 2000, é eleita a Nova Diretoria do SINTARGS, cuja tarefa maior, seria a de reestruturar o Sindicato, buscando dentro da logística da "Ação 2000" baseado em trabalho solidário, liberdade ideológica ampla e participação de todos na construção de um Sindicato melhor.

 

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